Portugal regista esta quinta-feira mais 865 casos de COVID-19 e oito óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.117 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.082.721 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 664 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.034.043 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 38,6% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.712 (+2), seguida do Norte com 5.589 óbitos (+1), Centro (3.174, +3) e Alentejo (1.049, +1). Pelo menos 476 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 44 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 73 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 288 doentes internados, mais dois do que ontem, e 58 em unidades de cuidados intensivos (UCI), igual ao valor do dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 30.561 casos ativos da infeção em Portugal — mais 193 do que ontem — e 20.577 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 124 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 418.142 (+334), seguida da região Norte (414.199 +224), da região Centro (145.271, +152), do Alentejo (39.890, +35) e do Algarve (43.520, +65). Nos Açores existem 9.196 casos contabilizados (+33) e na Madeira 12.503 (+22).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 84,4 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,02. Com estes valores, o país deixa de estar na zona verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,02. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.821 (+5) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.877, +1), entre 60 e 69 anos (1.649, +2) entre 50 e 59 anos (523, =), 40 e 49 anos (182, =) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.502 são do sexo masculino e 8.615 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 176.342 infeções (+158), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 173.648 (+125), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 159.565 (+129). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 147.660 (+91) infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 116.286 (+78), entre os 60 e os 69 anos soma 100.291 (+82) e a com 80 ou mais anos totaliza 76.902 (+53) casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 67.605 (+104) infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 500.669 homens infetados e 581.308 mulheres, sendo que se desconhece o género de 744 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 4.919.395 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais. No total, 241.957.600 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 8.774 mortes e 457.817 novos casos de covid-19 em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de mortes nos seus levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 3.222 novas mortes, Rússia (1.036) e Ucrânia (546).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 731.265 mortes para 45.219.067 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 604.228 mortes e 21.680.488 casos, a Índia com 452.811 mortes (34.127.450 casos), o México com 285.347 mortes (3.767.758 casos) e a Rússia com 227.389 mortos (8.131.164 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 606 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia-Herzegovina (343), Macedónia do Norte (336), Montenegro (326), Bulgária (325) e Hungria (315).

A América Latina e Caraíbas totalizaram até hoje 1.511.752 mortes para 45.619.755 casos, a Europa 1.364.060 mortes (71.694.354 casos), a Ásia 859.373 mortes (55.286.174 casos), os Estados Unidos e Canadá 759.875 mortes (46.907.524 casos), a África 216.157 mortes (8.450.921 casos), o Médio Oriente 205.600 mortes (13.766.911 casos) e a Oceania 2.578 mortes (231.967 casos).

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