Portugal regista esta segunda-feira mais 327 casos de COVID-19 e sete óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.048 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.075.639 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 308 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.027.424 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 34,5% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.695 (+1), seguida do Norte com 5.577 óbitos (+4), Centro (3.158, +1) e Alentejo (1.032, +1). Pelo menos 471 (=) mortos foram registados no Algarve. Há 43 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 72 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 356 doentes internados, mais 22 do que ontem, e 58 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais três do que o dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 30.167 casos ativos da infeção em Portugal — mais 12 do que ontem — e 23.309 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 209 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 415.531 (+112), seguida da região Norte (412.253 +76), da região Centro (143.841, +55), do Alentejo (39.479, +41) e do Algarve (43.112, +22). Nos Açores existem 9.028 casos contabilizados (+11) e na Madeira 12.395 (+10).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 82,9 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - inferior aos 86,5 casos de quarta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,95, mais do que os 0,92 de há três dias, números que mantêm o país na zona verde da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,95. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.772 registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.863), entre 60 e 69 anos (1.645) entre 50 e 59 anos (523), 40 e 49 anos (180) e entre 30 e 39 anos (47). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.471 são do sexo masculino e 8.577 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 174.975  infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 172.642, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 158.591. Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 146.862 infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 115.552, entre os 60 e os 69 anos soma 99.659 e a com 80 ou mais anos totaliza 76.455 casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 66.899 infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 497.067 homens infetados e 577.831 mulheres, sendo que se desconhece o género de 741 pessoas.

Vídeo - O que acontece ao SARS-CoV-2 quando entra em contacto com o sabão?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 4.847.904 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais. Mais de 237.746.350 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

No domingo, foram registadas 4.420 mortes e 303.312 novos casos em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus levantamentos mais recentes são a Rússia com 957 óbitos, os Estados Unidos (255) e o Irão (222).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 713.350 mortes para 44.339.830 casos, segundo o levantamento mais recente realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 601.011 mortes e 21.575.820 casos, a Índia com 450.782 mortes (33.971.607 casos), o México com 282.086 mortes (3.773.235 casos) e a Rússia com 217.372 mortos (7.804.774 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 606 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia-Herzegovina (331), Macedónia do Norte (328), Montenegro (316), Hungria (313) e Bulgária (311).

A América Latina e Caraíbas totalizaram hoje 1.502.016 mortes para 45.327.788 casos, a Europa 1.335.550 mortes (69.557.880 casos), a Ásia 850.788 mortes (54.716.327 casos), os Estados Unidos e Canadá 741.536 mortes (45.995.281 casos), a África 213.232 mortes (8.366.909 casos), o Médio Oriente 202.424 mortes (13.576.505 casos) e a Oceania 2.358 mortes (205.668 casos).

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