Desde o início da pandemia, Portugal registou 15.821 mortes associadas à COVID-19 e 794.769 casos de infeção. Em relação a quinta-feira, contabilizam-se mais 67 óbitos - o menor número de mortes desde 1 de janeiro, quando se registaram 66 fatalidades - e 1.940 infetados.

Hoje registaram-se também mais 4.404 casos de recuperação. Ao todo há já 691.866 doentes recuperados da doença em território nacional.

Em Lisboa já há um cemitério lotado por causa dos mortos da COVID-19
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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 975 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 50,3% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas.

relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 6.559 (+38 do que ontem), seguida do Norte com 5.122 óbitos (+10), Centro (2.816 +13) e Alentejo (915 +4). Pelo menos 322 (+2) mortos foram registadas no Algarve. Há 28 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 59 óbitos (=) associados à doença.

Número de internamentos em queda há vários dias

Em todo o território nacional, há 3.584 doentes internados, menos 235 que ontem, e 669 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos 19 do que na quinta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 87.082 casos ativos da infeção em Portugal – menos 2.531 que ontem - e 100.282 pessoas em vigilância pelas autoridades – menos 7.271.

Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 323.885 (+403), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (299.988 +975), da região Centro (113.635 +287), do Alentejo (28.068 +49) e do Algarve (19.704 +75). Nos Açores existem 3.707 (+11) casos confirmados e na Madeira existem 5.782 (+140).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 10.516 (+39) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.314, + 17), entre 60 e 69 anos (1.380, +10), entre 50 e 59 anos (414, +1), 40 e 49 anos (143, =) e entre 30 e 39 anos (39, =).

Há ainda 11 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos, duas entre os 10 e os 19 anos e duas entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.263 são do sexo masculino e 7.558 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 132.588 casos (+280), seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 117.814 casos (+304), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 114.287 (+326). Logo depois surge a faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 113.529 infeções (+271).

Desde o início da pandemia, houve 359.268 homens infetados e 435.230 mulheres, sendo que se desconhece o género de 275 pessoas.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço da AFP

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 2.441.926 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Presse. Mais de 110.262.590 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo.

Até hoje, pelo menos 67.666.600 pessoas foram consideradas curadas de COVID-19, acrescenta a agência francesa, sublinhando que os números oficiais refletem apenas parte do número real de contaminações no mundo. Na quinta-feira, registaram-se 11.633 mortes e 403.810 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência.

Os países que registaram mais mortes nesse dia foram os Estados Unidos (2.839), Brasil (1.367) e México (1.047).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 493.119 mortes e 27.895.990 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 243.457 óbitos e 10.030.626 casos, o México com 178.108 óbitos (2.022.662 casos), a Índia com 156.111 óbitos (10.963.394 casos) e o Reino Unido com 119.387 mortos (4.083.242 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 188 mortes por 100.000 habitantes, seguida da Eslovénia (181), República Checa (177), Reino Unido (176) e Itália (157).

Em termos de regiões do mundo, a Europa totalizou 821.409 mortes para 36.165.375 casos, América Latina e Caribe 652.237 mortes (20.499.718 casos), Estados Unidos e Canadá 514.606 mortes (28.732.459 casos), Ásia 250.594 mortes (15.823.876 casos), Médio Oriente 101.809 mortes (5.209.722 casos), África 100.324 mortes (3.799.496 casos) e Oceânia 947 mortes (31.946 casos).

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