Desde o início da pandemia, Portugal registou 11.608 mortes associadas à COVID-19 e 685.383 casos de infeção. Em relação a quarta-feira, contabilizam-se mais 303 óbitos - um novo máximo de mortes diárias - e 16.432 infetados.

Hoje registaram-se também mais 8.946 doentes recuperados. Ao todo há já 493.669 casos de recuperação relacionados com a doença em território nacional.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 8.621 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 52% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 4.409  (+142 do que ontem), seguida do Norte com 4.318 óbitos (+60), Centro (2.008 +66) e Alentejo (620 +23). Pelo menos 193 (+10) mortes foram registadas no Algarve. Há 24 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 36 óbitos (+2) associados à doença.

Relatório DGS
créditos: DGS

Em todo o território nacional, há 6.565 doentes internados, menos 38 que ontem, e 782 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos um do que na quarta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 180.076 casos ativos da infeção em Portugal – mais 7.183 que ontem - e 223.150 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 2.894.

Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 7.809 (+ 209) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (2.393 +57), entre 60 e 69 anos (972 +26), entre 50 e 59 anos (295 +6), 40 e 49 anos (101 +3) e entre 30 e 39 anos (26 +1).

Há ainda nove mortes (+1) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e uma (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 6.061 são do sexo masculino e 5.547 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 114.510 (+2.799) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 100.204 (+2.090), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 99.968 (+2.195).

Desde o início da pandemia, houve 309.409 homens infetados e 375.764 mulheres, sendo que se desconhece o género de 210 pessoas.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 2.176.000 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Presse. Mais de 100.829.870 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito às 11:00 TMG (mesma hora em Lisboa) de hoje com base em fontes oficiais.

Até hoje, pelo menos 61.298.900 pessoas foram consideradas curadas de COVID-19, acrescenta a agência francesa, sublinhando que os números oficiais refletem apenas parte do número real de contaminações no mundo.

Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de capacidades limitadas de testagem.

Na quarta-feira, registaram-se 16.585 mortes e 584.147 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência.

Os países que registaram mais mortes nesse dia foram os Estados Unidos (3.618), Reino Unido (1.725) e México (1.623).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 429.202 mortes e 25.598.539 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 220.161 mortes e 8.996.876 casos, a Índia com 153.847 mortes (10.701.193 casos), o México com 153.639 mortes (1.806.849 casos) e o Reino Unido com 101.887 mortos (3.715.054 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 181 mortes por 100.000 habitantes, seguida da Eslovénia (165), Reino Unido (150), República Checa (149) e Itália (144).

Em termos de regiões do mundo, a Europa totalizou 719.737 mortes para 32.732.486 casos, a América Latina e Caribe 584.064 mortes (18.497.558 casos), os Estados Unidos e Canadá 448.711 mortes (26.358.475 casos), a Ásia 238.186 mortes (15.062.139 casos), o Médio Oriente 96.371 mortes (4.652.436 casos), a África 87.986 mortes (3.495.128 casos) e a Oceânia 945 mortes (31.656 casos).

O balanço foi feito com base em dados obtidos pela AFP junto das autoridades nacionais e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Devido a correções feitas pelas autoridades e a notificações tardias, o aumento dos números diários pode não corresponder exatamente à diferença em relação aos dados avançados na véspera.

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