Desde o início da pandemia, Portugal registou 16.933 mortes associadas à COVID-19 e 829.358 casos de infeção. Em relação a quarta-feira, contabilizam-se mais dois óbitos e 501 infetados.

Hoje registaram-se também 542 casos de recuperação. Ao todo há já 787.011 doentes recuperados da doença em território nacional.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 188 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 37,5% do total de diagnósticos.

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relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.179 (=), seguida do Norte com 5.328 óbitos (+2), Centro (3.004, = ) e Alentejo (970, = ). Pelo menos 355 (=) mortos foram registadas no Algarve.

Há 29 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 68 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos a descer

Em todo o território nacional, há 423 doentes internados, menos 24 que ontem, e 109 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos sete do que na quarta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 25.414 casos ativos da infeção em Portugal — menos 43 que ontem — e 19.046 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 642 que no dia anterior.

Boletim epidemiológico da DGS
Boletim epidemiológico da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 333.056 (+156), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (314.188, +188), da região Centro (117.995, +73), do Alentejo (29.486, +21) e do Algarve (21.278, +32). Nos Açores existem 4.436 casos (+16) e na Madeira 8.919 casos (+15).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 72,4 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,06. No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,05.

Estes números mantêm-se iguais a ontem uma vez que a DGS apenas atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Boletim epidemiológico da DGS
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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.151 (+2) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.598, =), entre 60 e 69 anos (1.513, =), entre 50 e 59 anos (461, =), 40 e 49 anos (153, =) e entre 30 e 39 anos (41, =).

Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.897 são do sexo masculino e 8.036 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 137.859 casos (+81), seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 123.076 casos (+74), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 119.119 (+106). Logo depois surge a faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 118.521 infeções (+78).

Desde o início da pandemia, houve 376.061 homens infetados e 453.002 mulheres, sendo que se desconhece o género de 295 pessoas.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço da AFP

A pandemia de SARS-CoV-2 fez pelo menos 2.974.651 mortos em todo o mundo desde que a doença foi detetada na China em dezembro de 2019, de acordo com o balanço da France-Presse a partir de dados oficiais.

No total, mais de 138.213.350 infeções foram oficialmente diagnosticadas desde o princípio da crise sanitária.  Estes números têm como base os balanços comunicados diariamente pelas autoridades de cada país, excluindo as revisões realizadas posteriormente pelos organismos de estatísticas de países como a Rússia, Espanha e Reino Unido.

Na quarta-feira, foram contabilizados 13.742 óbitos e 776.939 casos em todo o mundo. Os países que registam o maior número de mortos, de acordo com os últimos balanços, são o Brasil com mais 3.459 mortes, Índia (1038) e Estados Unidos (859).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em número de mortos por covid-19, com 564.405 óbitos e 31.422.228 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Em seguida encontra-se o Brasil com 361.884 mortos e 13.673.507 casos, o México com 210.812 vítimas mortos (2.291.246 casos), a Índia com 173.123 mortes (14.074.564 casos) e o Reino Unido com 127.161 mortos (4.378.305 infeções).

Entre os países mais duramente atingidos pela doença encontram-se a República Checa que lamenta o maior número de mortos tendo em conta o total da população, com 264 óbitos por 100 mil habitantes, seguida da Hungria (251), Bósnia Herzegovina (233), Montenegro (244) e a Bulgária (212).

A Europa totalizava até às 10:00 de hoje 1.011.815 mortos e 47.181.750 casos, a América Latina e as Caraíbas 846.330 mortos (26.654.271 casos, os Estados Unidos e o Canadá 587.835 mortos (32.506.610 casos), a Ásia 290.431 mortos (20.309.384 casos), o Médio Oriente 120.490 mortes (7.135.628 casos), África 116.741 óbitos (4.384.944) e Oceânia 1.009 mortos (40.768 casos).

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