Portugal regista esta quinta-feira mais 3.622 casos de COVID-19 e 16 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 17.248 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 943.244 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 2.765 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há 873.008 doentes recuperados da doença em Portugal desde março de 2020.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.606 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 44,3% do total de diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.362 (+9), seguida do Norte com 5.387 óbitos (+4), Centro (3.036, +1) e Alentejo (977, =). Pelo menos 381 (+2) mortos foram registadas no Algarve.

Há 35 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 70 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos a descer

Em todo o território nacional, há 860 doentes internados, menos sete do que ontem, e 178 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais sete do que na quarta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 52.988 casos ativos da infeção em Portugal — mais 841 que ontem — e 81.377 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 1.835 que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 369.161 (+1.606), seguida da região Norte (365.899, +1.314), da região Centro (127.427, +218), do Alentejo (32.742, +71) e do Algarve (30.696, +335).

Nos Açores existem 6.977 casos contabilizados (+45) e na Madeira 10.342 (+33).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 409,0 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,09.

No território continental, o R(t) está nos 1,09. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.294 (+8) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.694, +5), entre 60 e 69 anos (1.562, +1) entre 50 e 59 anos (478, +1), 40 e 49 anos (159, +1) e entre 30 e 39 anos (45, =). Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.056 são do sexo masculino e 8.192 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 156.026 (+526) casos, seguida da faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 144.462 infeções (+919), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 139.243 (+649). Logo depois surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 134.407 (+300) casos infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 92.340 casos (+533) e entre os 60 e os 69 anos soma 91.408 (+166).

Desde o início da pandemia, houve 432.287 homens infetados e 510.337 mulheres, sendo que se desconhece o género de 620 pessoas.

Vídeo - Como ocorrem as mutações de um vírus e porquê?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 já matou pelo menos 4.128.543 pessoas em todo o mundo desde que foi detetado o primeiro caso na China, no final de 2019, avança hoje o balanço diário feito pela agência AFP. De acordo com o balanço, elaborado com base em informação de fontes oficiais, foram diagnosticados 191.917.090 casos de infeção pelo coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença respiratória covid-19, desde dezembro de 2019.

A maioria destes doentes já recuperou da infeção, mas uma parte – ainda mal avaliada – mantém os sintomas durante semanas ou até meses, alerta o relatório divulgado às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa).

Nas últimas 24 horas, foram registadas em todo o mundo mais 12.078 mortes causadas pela infeção e contabilizados 543.690 novos casos, sendo que os países com números mais elevados foram o Brasil, com 1.424 mortes, a Indonésia (1.383) e a Rússia (796).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado em termos de mortes e de número de casos, com 609.862 mortes para 34.226.889 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 545.640 mortes e 19.473.954 casos, a Índia, com 418.987 mortes (31.257.720 casos), o México, com 237.207 mortes (2.693.495 casos) e o Peru, com 195.429 mortes (2.097.811 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 593 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Hungria (311), Bósnia (295), República Checa (283) e Macedónia do Norte (263).

A América Latina e Caraíbas totalizam 1.347.676 mortes e 39.781.628 casos, a Europa 1.191.114 mortes (56.978.853 casos), Estados Unidos e Canadá 636.374 mortes (35.651.392 casos), Ásia 635.350 mortes (43.066.925 casos), África 160.534 mortes (6.330.048 casos), Médio Oriente 156.217 mortes (10.035.512 casos) e Oceânia 1.278 mortes (72.736 casos).

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