"Aprendemos constantemente com esta epidemia. Aprendemos com os outros países e com a evidência científica disponível à data", começou por dizer Graça Freitas.

"A questão das máscaras serem usadas ou não por determinados grupos tem a ver com o grau de exposição desses grupos a partículas uns dos outros e, portanto, o que está aqui a ser muito equacionado é se estas partículas que nós emitimos de uma pessoa em direção outra, e que serão evitadas pelo distanciamento social, sobretudo, se nalgumas circunstâncias são capazes de criar aerossóis, ou seja, de andar pelo ar", prosseguiu, ao responder aos jornalistas na habitual conferência de imprensa no Ministério da Saúde, em Lisboa.

A responsável pela Direção-Geral da Saúde (DGS) deu um exemplo de comprovada necessidade do uso de máscara: "Quando se faz uma ventilação mecânica de uma pessoa, esse ato de ventilar essa pessoa provoca aerossol e quem faz estas técnicas tem de ter a proteção máxima".

Para Graça Freitas, a generalização do uso de máscaras "tem de ser estudada com muito cuidado", de acordo com a evidência científica disponível e com o efeito produzido.

"Dissemos sempre que não pode é nunca dar uma falsa sensação de segurança e impedir que as pessoas se afastem umas das outras, porque as máscaras ficam húmidas, são manuseadas pelas nossas mãos, as nossas mãos vão depois à cara, aos olhos, à boca", alertou.

"Independentemente das máscaras, a medida número um é o distanciamento social", frisou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 43.000 morreram.

Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 468.000 infetados e mais de 31.000 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos. Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 12.428 óbitos, em 105.792 mil casos confirmados até terça-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de quinta-feira.

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