A STCP adotou ainda “cuidados especiais” com os motoristas, tentando reduzir “ao mínimo” o contacto com os passageiros, pelo que recomenda evitar compras do bilhete a bordo e assinalou, no pavimento dos autocarros, a distância que os utentes devem manter em relação ao condutor.

Em resposta a questões da Lusa, a Metro do Porto refere a “desinfeção diária de todos os veículos, incluindo as cabines de condução e os salões dos passageiros”, bem como de “corrimões e outros pontos de contacto existentes nas estações subterrâneas”.

A Metro do Porto acrescenta que, nos próximos dias, vai “receber e imediatamente começar a utilizar equipamento de limpeza de largo espectro, mais eficaz e com garantias de uma higienização mais prolongada no tempo”.

A empresa esclarece ainda que, para além do plano de contingência interno, tem outro “com dimensão externa” e “respeitante a toda a operação diária da rede”.

“O plano de contingência da Metro do Porto é faseado, sendo aplicado nos seus diversos níveis consoante o evoluir da situação”, observa.

A empresa refere também que “mantém desde a primeira hora contactos diretos com a Direcção-Geral de Saúde (DGS) e com outros organismos do Ministério da Saúde, com o objetivo de avaliar situações e de implementar as ações decididas na prevenção e no combate ao COVID-19”.

Também a STCP diz assumir “como prioridade estar preparada para qualquer crise de saúde pública”, estando, por isso, “atenta ao surto mundial de coronavírus e a desencadear as medidas adequadas para as diferentes fases da sua evolução, seguindo as orientações da DGS.

“A principal preocupação da empresa é, sem qualquer dúvida, a segurança dos seus trabalhadores e clientes. Os motoristas e guarda-freios da STCP são essenciais à prestação do serviço, pelo que devem ser tomados cuidados especiais para evitar que adoeçam”, alerta a empresa, na resposta escrita enviada à Lusa.

Para a STCP, é “importante que a exposição” dos motoristas “aos potenciais riscos seja reduzida”, pelo que “os contactos [dos passageiros] com os motoristas e guarda-freios devem ser reduzidos ao mínimo”.

“Os passageiros devem, ainda, guardar distância em relação ao motorista, à semelhança do que é recomendado para outros contactos em locais públicos. Isto significa que não devem permanecer na área delimitada pelo traço vermelho ou amarelo existente no pavimento, após o posto do motorista”, descreve.

A empresa refere que “poderão ainda ser adotadas medidas suplementares de proteção para os motoristas, em função da avaliação do risco, em permanente monitorização pela equipa de trabalho interna”.

Estão ainda “previstas medidas de ajustamento de serviço de transporte, a serem acionadas em cenários de agravamento, por orientações da DGS ou de outro organismo público competente”.

Para os casos de doença suspeitos que possam surgir em serviço, “foram criadas áreas de isolamento em diversas instalações da empresa, devidamente equipadas respeitando as orientações publicadas no ‘site’ da DGS”, acrescenta.

Entre as medidas preventivas adotadas pela STCP está o “reforço do programa de desinfeção das viaturas e instalações” e a “operacionalização e higienização dos locais de isolamento”.

A isto, soma-se o “reforço no processo de aquisição de produtos de proteção e desinfeção, para uso em caso de necessidade por trabalhadores da empresa”.

Está ainda a ser reforçado o “controlo de acessos nas instalações da empresa, nomeadamente procedimentos de rastreio preliminar de sintomas”.

A epidemia de COVID-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 3.800 mortos.

Cerca de 110 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 62 mil recuperaram.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 366 mortos e mais de 7.300 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

Portugal regista 30 casos confirmados de infeção, segundo o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado no domingo.

Todos os infetados, 18 homens e 12 mulheres, estão hospitalizados.

A DGS comunicou também que 447 pessoas estão sob vigilância por contactos com infetados.

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