“Um desconfinamento sem alargar a testagem significa que podemos voltar a confinar porque não acompanhamos a quantidade de infetados no país. Poupar na testagem sai muito caro ao país porque pode significar mais meses de confinamento”, afirmou a líder do BE, Catarina Martins, em conferência de imprensa, na sede nacional do partido, em Lisboa.

A coordenadora bloquista lamentou que o Governo ainda não tenha apresentado uma estratégia global de ampliação da testagem em Portugal.

“Por outro lado, temos neste momento variantes mais contagiosas e, portante, exige-se mais testagem. A própria evolução tecnológica permite hoje uma testagem muito mais alargada da população por um preço muito mais baixo”, justificou, acrescentando que a resolução bloquista visa “que haja decisão rapidamente”, com “novos critérios, novos locais e novos meios” de testagem.

“Testagem de todos os contactos de casos suspeitos ou confirmados”, “testagem regular em estabelecimentos de ensino, indústria, construção civil, agricultura e outros contextos (...)” onde haja aglomeração de pessoas são recomendações do BE ao Governo.

Entre as principais medidas defendidas pelos bloquistas estão também a disponibilização de testes para utentes nos centros de saúde e hospitais, mesmo sem sintomas e os quais não tenham sido testados na semana anterior.

Portugal registou quinta-feira nove mortes relacionadas com a covid-19, o valor mais baixo desde domingo, e 423 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número de óbitos tem vindo a baixar nas últimas semanas, com um mínimo de seis mortes no domingo, número que não era alcançado desde 02 de outubro.

O boletim epidemiológico da DGS revelou que estão internados 695 doentes (menos 17 do que na quarta-feira), o número mais baixo desde 04 de outubro, dia em que estavam internadas 682 pessoas.

Nos cuidados intensivos, Portugal tem 154 doentes (menos um em relação a quarta-feira), o valor mais baixo desde 17 outubro, dia em que Portugal tinha também 148 casos nestas unidades.

Desde março de 2020, Portugal já registou 16.814 mortes associadas à covid-19 e 819.210 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2.

As autoridades de saúde têm em vigilância 15.035 contactos, mais 137 relativamente ao dia anterior, alterando assim a tendência decrescente que se verificava desde 30 de janeiro.

De acordo com os últimos dados da DGS, Portugal tem atualmente 1.434.044 pessoas vacinadas contra a covid-19: 973.181 com a primeira dose e 460.863 com a segunda dose.

O índice de transmissibilidade (Rt) do novo coronavirus em Portugal era na quarta-feira de 0,91 e a incidência de 77,6 novos casos de infeção com SARS-CoV-2 por 100.000 habitantes, segundo os dados oficiais.

O novo coronavírus já infetou em Portugal, pelo menos, 371.000 homens e 447.932 mulheres, referem os dados da DGS, segundo os quais há 278 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 8.827 eram homens e 7.987 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de mortes, 11.086 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.566 com idades entre os 70 e os 79 anos e 1.496 tinham entre os 60 e os 69 anos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.745.337 mortos no mundo, resultantes de mais de 124,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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