Esta advertência foi deixada por António Costa no encerramento do debate parlamentar sobre o projeto de decreto presidencial que prolonga até 17 o estado de emergência em Portugal.

“Se há quinze dias era necessário decretar o estado de emergência, hoje é absolutamente imprescindível renová-lo. Não porque tenha sido por causa do estado de emergência que os portugueses demonstraram uma notável disciplina na autolimitação na sua capacidade de circulação, e não porque ao longo destes 15 dias não tenham acatado aquilo que são as limitações impostas – houve apenas 22 violações de confinamento e 11 violações da ordem de encerramento de estabelecimento”, disse.

Para o primeiro-ministro, não renovar hoje o estado de emergência “seria dar a mensagem errada quando há 15 dias se considerou essencial que o estado de emergência fosse decretado”.

“Seria dar a entender que aquilo que há 15 dias era necessário, hoje deixou de o ser. Ora, não é verdade. Continua a ser até mais necessário. Conforme o tempo vai decorrendo o risco vai aumentando, desde logo do risco da própria fadiga da autocontenção”, justificou.

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