Realizada em colaboração com os Hospitais Universitários de Oxford, esta investigação em grande escala sobre imunidade perante um novo contágio de covid-19 ainda não foi revisada de forma independente.

As suas conclusões confirmam uma observação feita por muitos profissionais de saúde de que, embora 51 milhões de pessoas já tenham sido infectadas com o coronavírus em todo mundo, os casos de reinfecção continuam a ser relativamente poucos.

São "notícias muito boas", afirmou o professor David Eyre, um dos autores do estudo.

"Podemos estar seguros que, pelo menos a curto prazo, a maioria das pessoas que contraem a covid-19 não voltarão a contraí-la", completou.

O estudo baseou-se em testes de coronavírus realizados regularmente em 12.180 profissionais de saúde dos hospitais universitários de Oxford durante um período de 30 semanas.

Nenhum dos 1.246 funcionários com anticorpos desenvolveu uma infecção sintomática, e apenas três, sem sintomas, apresentaram teste positivo para o vírus pela segunda vez.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) celebrou a descoberta, afirmando que amplia a sua compreensão sobre a imunidade contra o coronavírus.

"Elogiamos os investigadores por fazerem estes estudos", disse Michael Ryan, responsável da organização, aos jornalistas em Genebra. E considerou que esta descoberta gera "esperanças de que haja períodos maiores de proteção" quando houver uma vacina.

Estes resultados contradizem, porém, outro estudo britânico, publicado em outubro pela Imperial College London e pelo Ipsos Mori institute, segundo o qual a imunidade adquirida pelas pessoas recuperadas do coronavírus diminui "muito rapidamente", em particular nos pacientes assintomáticos, e pode durar apenas alguns meses.

E o que acontece após seis meses? Os investigadores de Oxford disseram que ainda não reuniram dados suficientes para fazer um julgamento a esse respeito.

O seu estudo tem como objetivo, no entanto, verificar quanto tempo a imunidade dura ao todo.

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