Segundo o Relatório Anual de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas relativo a 2018, menos de metade (42%) das consultas de neurocirurgia respeitaram os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG), uma percentagem que sobe para 49,6% nas consultas de dermato-venerologia e para 51,2% nas de oftalmologia.

Em relação às especialidades que tradicionalmente têm mais dificuldades no cumprimento integral dos TMRG, o relatório destaca, no que se refere à oftalmologia, “a realização de rastreios da retinopatia diabética que se encontram em curso e que permitem o diagnóstico precoce” desta doença.

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No caso da dermato-venerologia, o documento sublinha “o processo que se encontra em curso para alargar o denominado telerrastreio dermatológico a todas as entidades do SNS”.

No Serviço Nacional de Saúde (SNS), em 2018, a procura de cuidados hospitalares ao nível das consultas externas cresceu 0,9%, quando comprado com 2017, chegando ao valor mais elevado de sempre (12,1 milhões consultas).

Comparando o desempenho de 2018 com os dados de 2010, houve um aumento de 12,1% no total de consultas externas hospitalares realizadas nas instituições do SNS, essencialmente baseado no crescimento das primeiras consultas hospitalares, que cresceram 13,2% neste período. O relatório indica que das 12,1 milhões de consultas externas em 2018, 3,4 milhões foram primeiras consultas.

O aumento das consultas hospitalares é mais relevante nas especialidades que habitualmente têm mais procura e em relação às quais existe mais pressão para garantir a todos os utentes do SNS uma resposta adequada e em tempo útil, das quais se destacam a pediatria, (+3,0%), a medicina interna (+2,3%), a oncologia (+2,3%) e a ortopedia (+0,7%).

As especialidades em que o número de consultas nos hospitais mais cresceu em 2018 foram as de hematologia clínica (+3,2%), ginecologia (+3,1%), neurologia (+2,7%) e cardiologia (+2,3%).

Mais cirurgias no SNS em 2018, mas à custa dos privados e setor social
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Ao contrário, as especialidades em que mais baixaram as consultas hospitalares realizadas foram as de obstetrícia (-3,6%), estomatologia (-1,5%) e imuno-alergologia (-1,2%).

Segundo o relatório, em 2018 realizou-se o número mais elevado de sempre de consultas externas na área da oncologia (504.874), ultrapassando-se pela primeira vez o meio milhão de consultas de oncologia realizadas no SNS, um crescimento de 2,3% em relação a 2017 e de 29,1% em relação a 2010.

No ano passado, nos centros de saúde, o número total de consultas médicas realizadas ultrapassou os 31 milhões (31.184.326 consultas), um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior.

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