Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) não ter recomendado restrições de viagens ou de trocas comerciais, muitos cidadãos chineses estão voluntariamente a adiar viagens para Angola e a fazer auto isolamento caso tenham regressado recentemente, como forma de minimizar os riscos de infeção, disse o embaixador numa conferência de imprensa, em Luanda.

Gong Tao, que estima serem menos de 50.000 os cidadãos chineses que atualmente residem no pais, admite que o vírus “é um risco” que é necessário enfrentar e que vai ter influência nas atividades económicas e no intercâmbio entre Angola e China, mas sublinhou que a prioridade é “ultrapassar este desafio” e garantir a vida e segurança dos cidadãos.

“As relações económicas e os intercâmbios têm tempo”, destacou.

A China é o principal parceiro comercial de Angola, com uma comunidade que se dedica a diversos setores de atividade, concentrada essencialmente em Luanda, onde existem gigantescos empreendimentos comerciais como a Cidade da China.

O diplomata realçou que tem estado em contacto com as autoridades angolanas, com as quais tem sido desenvolvido um trabalho conjunto a nível da assistência sanitária, bem como a partilha de informações sobre o vírus com o Ministério das Relações Exteriores e com o ministério da Saúde.

Gong Tao afirmou ainda que a embaixada está “muito atenta às condições de saúde da comunidade chinesa” e elogiou a “solidariedade e amizade” que tem sido demonstrada pelas entidades angolanas.

“Consideramos a boa saúde do povo angolano tão importante como a do povo chinês”, destacou.

O embaixador adiantou que os seus compatriotas que residem em Angola “estão sãos” e que o único caso suspeito, um cidadão atualmente internado em Luanda, apresenta um quadro sintomatológico semelhante ao de uma gripe normal e tem evoluído favoravelmente, enquanto aguarda os resultados das análises que foram encaminhadas para a África do Sul.

“Estamos unidos para enfrentar e vencer esta batalha contra o coronavírus”, frisou Gong Tao, apelando aos “esforços conjuntos no sentido da prevenção” e adiantando que a China tem mantido um contacto estreito com a OMS.

O Governo angolano descartou hoje a possibilidade de cancelar as viagens de e para a China considerando, através do inspetor-geral da Saúde angolano, Miguel Oliveira, que “não há razões para se suspenderem os voos ou viagens de e para a China”.

Falando hoje, em conferência de imprensa, sobre as medidas de prevenção do novo coronavírus, cujo epicentro é a cidade chinesa de Wuhan, o responsável deu nota que Angola efetuou o rastreio, nas últimas 24 horas, cerca de 2.500 passageiros e “não registou casos positivos”.

“Estamos a fazer o rastreio no principal ponto de entrada, que é o Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, e nas últimas 24 horas não identificámos nenhum que tenha sintomas da doença, mas equipas continuam no terreno para continuar a monitorar a situação”, afirmou.

A China elevou para 213 mortos e quase 10 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 50 casos de infeção confirmados em 20 outros países – Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas e Índia.

A OMS declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, por causa do surto do novo coronavírus na China.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

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