Os investigadores demonstraram, analisando cuidadosamente o processamento auditivo central, que quase 80% das ligações entre as zonas centrais e pré-corticais durante o processamento do som parecem ser de cima para baixo, ou seja, partindo do cérebro para o sistema auditivo periférico.

"Esta descoberta é inusitada porque tradicionalmente se defende que o cérebro processa os sons captados, aquilo que se denomina de audição objetiva e, afinal, o cérebro parece ter um papel ativo que influencia o processo de audição, denominando-se de audição subjetiva", explica Pedro Paiva, audiologista da MiniSom.

Leia também7 dicas para cuidar dos ouvidos no verão

Veja aindaAs frases mais ridículas ouvidas pelos médicos

Saiba istoAs 10 profissões mais perigosas para os ouvidos

"Esta descoberta pode explicar porque é que a adaptação ao aparelho auditivo é mais morosa do que a adaptação de uma pessoa com problemas visuais aos novos óculos, por exemplo", acrescenta.

A descoberta pode ter uma implicação importante na resolução de distúrbios auditivos, sobretudo na melhoria do processo de adaptação ao aparelho auditivo, permitindo que os fabricantes dos aparelhos possam compreender a dificuldade da pessoa com perda auditiva em habituar-se à forma como os novos sons são captados.

É que utilizar um aparelho auditivo pela primeira vez é, também, um processo psicológico, e as expetativas, metas e objetivos devem ser partilhados com um audiologista.

Um bocadinho de gossip por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Subscreva a newsletter do SAPO Lifestyle.

Os temas mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Lifestyle.

Não perca as últimas tendências!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #SAPOlifestyle nas suas publicações.