Em Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, Francisco Rodrigues dos Santos salientou que aquelas reuniões “são fundamentais para elevar os níveis de escrutínio à ação do Governo e para os partidos da oposição poderem fiscalizar o mérito das soluções que o Governo vai encontrando do ponto de vista político para fazer face à pandemia”.

“Lá, temos acesso a informação fidedigna vinda de especialistas, que é despoluída do ponto de vista político, e que permite dotar quem tem responsabilidades políticas de pareceres técnicos, médicos e académicos que permitam optar pelas melhores opções de governação e de saúde pública”, sublinhou.

O líder centrista considera que “coartar a oposição destas ferramentas é contribuir também para que a democracia fique manca e que as decisões tomadas ao nível da saúde pública e da segurança dos cidadãos sejam opacas”.

Francisco Rodrigues dos Santos falava no final de uma visita ao Hospital Compaixão, propriedade da Fundação Assistência para o Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP) de Miranda do Corvo, que se encontra concluído e equipado há mais de uma ano, mas que ainda não entrou em funcionamento por falta de acordos de cooperação com o Ministério da Saúde.

O primeiro-ministro afirmou hoje que as reuniões com epidemiologistas no Infarmed, em Lisboa, vão continuar, mas não foi marcada a seguinte porque a situação pandémica no país está estabilizada e não há informação relevante nova para partilhar.

Esta explicação foi transmitida por António Costa final de uma reunião com a presidente da Câmara da Amadora, Carla Tavares, em que também estiveram presentes a ministra da Saúde, Marta Temido, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, que é também o coordenador do Governo para a região de Lisboa e Vale do Tejo para o combate à COVID-19.

Questionado pelos jornalistas se vão acabar as reuniões no Infarmed, onde participam o Presidente da República e representantes de partidos, entre outras entidades, para partilha de informação sobre a evolução da COVID-19 em Portugal, o primeiro-ministro negou o fim dessas reuniões e admitiu que uma nova possa ter lugar até ao final deste mês.

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