O número de novos casos tem vindo a aumentar. Para travá-los é importante procurarmos minorar a nossa exposição a alguns  fatores de risco:

Tabaco

Responsável por mais de 80% dos casos de cancro do pulmão. Ao analisarmos os seus constituintes, mais de 50 são comprovadamente carcinogénicos. Várias variáveis tem implicações no risco: idade com que se iniciou os hábitos tabágicos (pior em idades mais precoces, visto o risco de desenvolvimento de cancro é cumulativo ao longo do tempo), o número de cigarros fumados/dia, o número de anos que fumou e o tipo de tabaco fumado, por exemplo.

Quebrar com os hábitos tabágicos é fundamental para  a prevenção deste tipo de cancro. A probabilidade de vir a desenvolver cancro do pulmão nos ex-fumadores vai reduzindo progressivamente ao longo do tempo. Para o apoiar na evicção do tabaco pode procurar ajuda médica em consulta de cessação tabágica. Igualmente, se tem um perfil de risco para o desenvolvimento de cancro do pulmão (nomeadamente, se é fumador de longa duração ou ex-fumadores, entre os 50 e os 75 anos de idade) poderá ver junto do seu médico a possibilidade de integrar um programa de detecção precoce. Por exemplo, a CUF, com vista a reduzir o impacto do cancro do pulmão, implementou um programa de detecção precoce da qual fazem parte médicos com diferentes competências. Este programa visa não só identificar e tratar doentes numa fase mais precoce e potencialmente curável mas também em reduzir a exposição nociva através do incentivo à cessação tabágica.

Poluição atmosférica

A poluição atmosférica é outro dos factores de risco associados ao desenvolvimento de tumores do pulmão e que é comprovado pela maior incidência nas zonas urbanas. Para ele contribuem a combustão dos veículos a motor, a emissão de gases industriais e actividades domésticas (sobretudo associada à combustão de carvão e lenha em casas mal ventiladas).

Radiação

O radão é um gás radioactivo que se encontra naturalmente presente na crosta terrestre e quando se acumula no interior das habitações em quantidade suficiente pode ser um factor de risco no desenvolvimento de tumores do pulmão.

Inalação de carcinogénios ocupacionais

A exposição, sobretudo em ambiente laboral, ao amianto é um dos factores mais estudados. Apesar da sua utilização se encontrar em declínio, ele existe ainda em vários produtos e é um importante factor de risco cujo perfil carcinogénico é mais marcado quando se verificam hábitos tabágicos em simultâneo.

Hábitos dietéticos

Estudos epidemiológicos mostram que uma alimentação rica em frutas e vegetais reduz o risco de desenvolvimento de cancro do pulmão.

Atendendo a estes factores de risco percebemos que um estilo de vida mais saudável é fundamental para uma melhor saúde. Cuidar da dieta, praticar exercício físico de forma regular, dormir bem, reduzir a exposição a substâncias nocivas como é o fumo do tabaco e procurar ajuda médica quando assim é necessário - seja por suspeita de cancro ou apenas para discutir fatores de risco e perceber se tem o perfil para integrar um programa de detecção precoce de cancro do pulmão. Prevenir é a palavra chave.

Um artigo do médico Nelson Serrano Marçal, pneumologista nos hospitais CUF Tejo e CUF Descobertas - CUF Oncologia.

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