O burnout é uma síndrome caracterizada pelo esgotamento extremo físico e mental, exaustão, tensão emocional e queda na produtividade. Este problema de saúde está relacionado diretamente com rotinas e condições de trabalho e tornou-se cada vez mais comum. De acordo com o especialista em neurociências com formação em Nutrição Clínica em Portugal, Fabiano de Abreu Agrela, existem alguns hábitos e cuidados que podem ajudar a reduzir os sintomas.

"Uma das principais indicações para quem possui ou quer prevenir o burnout é definir horários para descanso, evitar levar o trabalho para os momentos de lazer, garantir oito horas de sono, de noite não de madrugada, além de evitar o uso de eletrónicos antes de dormir, ler um livro e refletir sobre o que foi lido ajuda a relaxar e descansar melhor à noite", refere em comunicado enviado ao SAPO.

"Para evitar a queda na disposição é importante reservar 30 minutos ao acordar para fazer uma caminhada e cuidar da alimentação, é importante ter uma alimentação equilibrada, como a dieta mediterrânea e japonesa", diz.

"Mas além dos cuidados físicos, devemos ter atenção às nossas necessidades mentais. O ser humano não pode ficar estagnado, tenha metas alcançáveis, pratique jogos de lógica e separe momentos para passar com a família, amigos e entrar em contato com a natureza", acrescenta.

Suplementação também é fundamental

A suplementação também pode ser uma importante aliada nesse processo, ajudando a reforçar a ação do organismo no combate ao esgotamento, insónia e ansiedade.

"A suplementação com ómega 3 DHA+EPA é muito importante para ajudar na regulação do humor. Também é indicado o uso de vitaminas do complexo B e vitamina C juntamente com as principais refeições, ajudando a combater a fadiga e irritabilidade", aconselha Fabiano de Abreu Agrela.

"O uso de melatonina natural alguns minutos antes de dormir ajuda no combate à insónia e proporciona uma melhor noite de descanso, o que contribui bastante para melhorar a produtividade e melhorar a saúde mental", conclui.

O burnout surge combinado com a ansiedade excessiva, o que afeta o sistema límbico e prejudica a comunicação do cérebro com a região frontal do cérebro, que está ligada à tomada de decisões, foco e criatividade, assevera Fabiano de Abreu Agrela. O especialista salienta que é difícil desenvolver bons hábitos quando se está com desequilíbrios emocionais derivados da ansiedade, o que evidencia a importância de contar com ajuda profissional durante todo o tratamento.

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