Conhecido como "pai" do primeiro bebê proveta, a britânica Louise Brown (em 1978), Edwards começou suas pesquisas sobre fecundação em meados da década de 1950, e seu trabalho possibilitou o nascimento de quatro milhões de pessoas.

Segundo o Instituto Karolinska, que o escolheu como vencedor do Nobel, o britânico conseguiu, com seus estudos, vencer "desafios monumentais" no campo da ciência, e a "forte oposição do sistema", que alegava obstáculos éticos.

Ao longo dos anos, Edwards deu resposta a grandes questões científicas, como se seria possível extrair o óvulo do corpo da mulher, quando ele estaria preparado para ser fertilizado e como os espermatozóides poderia ser ativados para fecundarem o óvulo.

Seu êxito representou uma "revolução" no tratamento da infertilidade, que de acordo com o Instituto Karolinska é um problema que afeta na atualidade cerca de 10% dos casais de todo o mundo e gera estresse, ansiedade e depressão em milhões de pessoas.

Nascido em Manchester em 1925, Edwards estudou biologia na Universidade de Gales e na de Edimburgo. A partir de 1958, começou a trabalhar no processo de reprodução humana. Em 1963, na cidade de Cambridge, fundou, junto com Patrick Steptoe, o primeiro centro de pesquisas para a fecundação in vitro.

O Prêmio Nobel rende a seus vencedores, além de uma medalha de ouro e de um diploma, um valor em dinheiro de cerca de 1,5 milhões de dólares.

Nos próximos dias, a Fundação Nobel anunciará os vencedores das demais categorias, correspondentes a Física, Química, Literatura, da Paz e Economia.

2010-04-10

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