"Não existe um nível seguro de tabaco para as doenças cardiovasculares", concluem os cientistas num estudo publicado na revista médica BMJ.

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"Fumar inclusivamente um cigarro por dia aumenta o risco de desenvolver doença coronária e acidente vascular cerebral para níveis mais altos do que o esperado: aproximadamente metade do risco das pessoas que fumam 20 cigarros por dia", destaca o estudo.

No entanto, as projeções são ainda piores para as mulheres, visto que o tabagismo eleva em 57% o risco de desenvolver uma doença cardiovascular nas mulheres que fumam um cigarro por dia. Nos homens, o estudo fixou esse risco em 48%.

Parar invés de reduzir

"Os fumadores têm que traçar como objetivo parar de fumar ao invés de reduzir" o consumo de cigarros, recomendam os investigadores que alertam para os riscos irreparáveis do tabaco na saúde cardiovascular.

O estudo é uma meta-análise com base em outras 55 pesquisas publicadas entre 1946 e 2015 e incorpora os dados de milhões de pessoas.

Em relação ao cancro do pulmão, outros estudos mostram que "os fumadores que reduzem o número de cigarros podem beneficiar de uma redução importante do risco de desenvolver cancro", frisam os autores do presente estudo.

Principal causa de morte evitável

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco é a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Os números não enganam: atualmente, existem mil milhões de fumadores e uma em cada 10 mortes de adultos está relacionada com hábitos tabágicos.

Os fumadores têm, em média, menos dez anos de vida do que os não fumadores, pois as substâncias do fumo do tabaco afetam alguns órgãos importantes, ao mesmo tempo que tornam o organismo mais frágil em relação a uma série de doenças.

Deixar de fumar é, pois a medida preventiva mais eficaz para diminuir os riscos de doenças como o cancro do pulmão, acidente vascular cerebral ou o enfarte do miocárdio.