A situação foi hoje avançada pelo diretor municipal de Saúde de Viana, Mateus Neto, que redobrou a preocupação com a carência de vacinas em todas as unidades hospitalares da capital angolana.

"Neste momento, quer as unidades sanitárias de Viana, como a grande maioria dos estabelecimentos de saúde da província não possuem vacina antirrábica, pelo que os cidadãos devem tomar muita precaução em relação ao contacto com animais", apelou Mateus Neto.

Citado hoje pela agência noticiosa angolana, Angop, o responsável apelou contudo aos cidadãos a dirigirem-se a uma unidade hospitalar pública em caso de mordedura, porque há postos médicos privados que estão a administrar vacina animal a humanos contra a raiva.

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"As pessoas devem ter muito cuidado, pois, na ânsia do lucro fácil, alguns cidadãos não hesitam em ministrar a vacina errada em humanos, que certamente não irá fazer o efeito desejado ou pode acarretar outras consequências nocivas", sublinhou.

A capital angolana está a viver uma epidemia de raiva, tendo registado até à última semana de outubro 72 óbitos de um total de 10.000 casos, com o gabinete provincial de saúde de Luanda a atender diariamente mais de 50 casos de mordeduras, além de pacientes oriundos das províncias à procura de vacina.

No início do mês, o diretor nacional de saúde pública do Ministério da Saúde de Angola, Miguel de Oliveira, admitiu a falta de vacinas antirrábicas, justificada por "constrangimentos com o fornecedor", situação que deveria ficar ultrapassada brevemente.

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