Em causa estava a utilização do nome "Serra da Estrela", uma denominação de origem protegida desde 1985, em queijos cuja produção não reunia os requisitos necessários para obter essa certificação.

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Segundo um comunicado da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), o queijos falsificados não tinham na sua origem "matéria-prima" certificada como tal.

"No decurso da investigação, detetou-se que um estabelecimento de produtos tradicionais, da cidade do Porto, adquiria os queijos de ovelha de uma fábrica da zona centro e substituía os rótulos de origem por outros, fazendo constar, nos novos rótulos, que a sua origem seria 'SERRA DA ESTRELA', valorizando comercialmente o produto vendido ao consumidor", indica a referida autoridade em comunicado.

"Foram apreendidos, nesse estabelecimento de venda ao público, 500 rótulos de queijo da serra que seriam colocados nas próximas unidades que seriam vendidos", acrescenta.

Operação também decorreu em Lisboa

Decorrente da investigação, a ASAE detetou ainda que a mesma unidade de fabrico produzia queijos para um grupo de restaurantes em Lisboa, cujos rótulos (encomendados pelo cliente) ostentavam a denominação protegida SERRA DA ESTRELA, sendo suscetível de induzir em erro o consumidor, quanto à genuinidade e proveniência do produto.

Foram apreendidos, no total, 1612 rótulos, cerca de 50 quilogramas de queijo, num valor de mercado aproximado de 1.200 euros.

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