O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse ontem não aceitar que os portugueses fiquem sem cuidados de saúde "a tempo e horas" e de qualidade por motivos económicos, criticando o Governo por optar por uma política de encerramento de serviços.

"Olho para o país e vejo que este Governo só tem uma política: fechar serviços e diminuir a qualidade da prestação de serviços essenciais, como é o de saúde", afirmou em Resende, ao comentar um estudo pedido pelo Governo à Entidade Reguladora da Saúde.

Segundo o semanário Expresso, este estudo "aconselha que 26 das 95 unidades hospitalares encerrem o internamento nas especialidades de medicina interna, cirurgia geral, pediatria ou infeciologia".

"Quererei olhar bem para essa proposta, porque não aceito que haja portugueses que fiquem fora dos cuidados de saúde a tempo e horas e com qualidade", frisou.

Por outro lado, o líder socialista disse que não concorda que "essa diferença seja feita em função do local de residência das pessoas" e a discriminação no acesso à saúde em Portugal se baseie em "razões económicas ou financeiras".

O Expresso refere que "o Hospital da Póvoa de Varzim será o mais afetado, deixando de internar doentes na área de cirurgia geral e de pediatria, podendo perder também os partos". Na lista estão também os hospitais de São João da Madeira, Ovar, Chaves, Mirandela, Águeda, Torres Novas, Castelo Branco, Guarda e Barreiro, que "deixarão de assegurar duas especialidades, enquanto as restantes unidades hospitalares encerrarão apenas um serviço".

04 de junho de 2012

@Lusa

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