A prática balnear na praia de Porto Pim, na cidade da Horta, estava interditada preventivamente desde o dia 17 devido à deteção "na areia de micro-organismos que poderão pôr em causa a saúde pública", segundo explicou na ocasião o executivo regional socialista, salientando que a decisão foi tomada pela delegada de Saúde Concelhia da Ilha do Faial, em articulação com a Direção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM).

Numa nota enviada hoje, o executivo açoriano informa que "a delegada de Saúde Concelhia da Ilha do Faial decidiu que a praia seria aberta ao público quarta-feira", mas "a zona adjacente ao foco de contaminação ficará com acesso restrito até ao final da semana".

"O resultado das últimas amostras, recebidas ao final da tarde de segunda-feira, confirmaram a contaminação junto ao paredão por coliformes fecais e confirmaram a ausência da levedura Cândida albicans e a presença de fungos filamentosos com uma densidade abaixo do máximo recomendável", lê-se na nota divulgada pelo Governo açoriano, liderado por Vasco Cordeiro.

De acordo com o executivo da região, "o Parque Natural da Ilha do Faial desenvolveu todos os esforços para identificar e conter a origem da contaminação, tendo-se concluído que se devia a uma deficiência de uma caixa de passagem do sistema de fossas do bar da Fábrica da Baleia, que foi imediatamente reparada, através da sua impermeabilização".

A DRAM, na sequência de um reporte informal de que várias crianças teriam tido alguns problemas de pele, embora sem gravidade, após terem frequentado a Praia de Porto Pim, contratou o Instituto Ricardo Jorge para recolher e analisar amostras de areia em diversos locais da praia, tendo os resultados preliminares indicado a presença de contaminação bacteriológica em algumas zonas do areal.

"Por lei, não é obrigatório fazerem-se análises de areia das zonas balneares", refere a nota, indicando, no entanto, que na ocasião "o técnico especialista do Instituto Ricardo Jorge recolheu uma amostra de areia junto ao paredão sul da praia e outras amostras ao longo da praia e "os resultados das análises indicaram, sem margem para dúvida, a existência de um foco de contaminação fecal, junto ao paredão da praia".

Foram recolhidas mais uma dezena de amostras de areia e remetidas para análise no Instituto Ricardo Jorge e paralelamente, a DRAM "intensificou também a monitorização regular daquela água balnear, em especial na proximidade do foco de contaminação, tendo-se verificado que se encontrava em boas condições para banhos".

Foram ainda removidos 40 m3 de areia adjacente à zona contaminada, que será substituída por areia de outro local, iniciativa que está a decorrer durante a manhã de hoje.

O Governo dos Açores refere que, apesar do incómodo causado aos banhistas, "em primeiro lugar, está a salvaguarda da saúde pública", sublinhando que "a interdição da Praia de Porto Pim revela que o sistema de monitorização das zonas balneares dos Açores é eficaz".

O Governo dos Açores lembra que "o processo entre a recolha das amostras, a sua análise e a obtenção de resultados leva o seu tempo", assegurando que foi "disponibilizada a informação possível, de modo a evitar especulações e interpretações erróneas".

Deputados do PSD/Açores eleitos pela ilha do Faial e o PAN/Açores haviam questionado o executivo açoriano e as entidades competentes sobre a situação da zona balnear em causa.

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