Nas últimas décadas têm-se observado níveis crescentes de obesidade infantil e juvenil, verificando-se, também, o aumento da incidência de diabetes mellitus tipo II abaixo dos 18 anos. Esta realidade é decorrente do aumento global da prevalência de obesidade, sedentarismo e de um maior consumo de calorias, factos que predispõem ao desenvolvimento de diabetes que por sua vez pode aumentar o risco de outras patologias, alerta a Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

A diabetes resulta do défice de produção de insulina (Diabetes tipo I) de causa autoimune ou da incapacidade do organismo utilizar corretamente esta hormona (Diabetes tipo II), habitualmente relacionada com a obesidade e o sedentarismo. É a insulina que permite a passagem da glicose (o principal açúcar existente no sangue) do sangue para o interior das células, fornecendo-lhes assim a energia necessária ao seu funcionamento.

No Dia Mundial da Diabetes, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta para a importância de manter um estilo de vida saudável, baseado em atividade física regular, alimentação saudável e controlo do peso corporal. "Além destes cuidados, é também necessário o controlo de outros atores de risco associados às doenças cardiovasculares, como tabagismo, hipertensão e hipercolesterolemia. Tudo isto é necessário para diminuir a prevalência de diabetes mellitus na população em geral e para melhorar os níveis elevados de glicemia nos diabéticos, reduzindo desta forma a morbilidade e a mortalidade associada", explica a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) em comunicado.

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"A diminuição da prevalência da diabetes mellitus na população portuguesa, particularmente em jovens adolescentes, deve ser um desígnio nacional, para reduzir o previsível aumento dos encargos futuros do SNS e, para que a atual evolução positiva da mortalidade cardiovascular também se mantenha na próxima geração", comenta o médico Miguel Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

A falta de insulina ou a resistência à sua ação aumenta os níveis de glicemia no sangue, com repercussão ao nível de todos os órgãos e sistemas do organismo devido a alterações nas paredes arteriais. "É considerado um problema grave de Saúde Pública devido à alta morbilidade e mortalidade relacionadas com as suas complicações, onde se salientam as doenças cardiovasculares que são a principal causa de morte nos indivíduos diabéticos, bem como as doenças da visão e renais", refere a SPC.

Diversos fatores de risco para a saúde cardiovascular, como hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade, estão habitualmente associadas à diabetes que, por sua vez, potencia o aparecimento ou o agravamento destes mesmos fatores de risco. "Daí o maior risco de ocorrência de eventos cardiovasculares como enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e obstrução de artérias, especialmente dos membros inferiores (Arteriopatia Periférica). O risco de sofrer um enfarte do miocárdio aumenta 40% nos homens diabéticos e 50% nas mulheres com esta alteração metabólica", indica a SPC.

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