Pelas 12:00 (hora local, menos quatro em Lisboa), cerca de meia hora antes do início do serviço, a azáfama no Al.Lusitano já é visível, com os trabalhadores a prepararem as mesas, adornadas com individuais de cortiça e loiça portuguesa, maioritariamente, azul e branca, algumas das cores que marcam o espaço.

Nas mesas interiores e na esplanada, decorada com três oliveiras e com vista para o Jubilee Park, uma das principais praças da Expo Dubai, os primeiros clientes aproveitam para tomar alguns aperitivos e provar pastéis de nata.

Aos comandos da cozinha, que tem a assinatura de Chakall, está a chefe Diva Pina, apoiada por Diogo Lírio, que conta com uma equipa multicultural de cerca de 15 pessoas, que prepara, entre outros produtos, ameijoas à bolhão pato, polvo, bacalhau à lagareiro com crosta de broa, crème brulée e bolo D.Amélia, típico dos Açores.

Pela sala principal já se sente o cheiro destes pratos, enquanto os visitantes começam a provar entradas como peixinhos da horta e croquetes.

Os turistas “têm muita curiosidade em provar o bacalhau e temos tido um ‘feedback’ muito positivo. Também gostam imenso do arroz de marisco e do cabrito, pelo nosso tempero fresco e intenso porque usamos hortelã”, apontou a chefe Dina Pina, em declarações à Lusa.

Segundo a responsável pela cozinha do Al.Lusitano, os clientes acabam por voltar para provar outros sabores, trazem amigos e fazem perguntas sobre Portugal, demonstrando interesse em visitar o país.

Também são muitos os portugueses que rumam ao Al.Lusitano para matar saudades da cozinha nacional, situação que deixa a equipa da casa orgulhosa.

Diva Pina, formada pelas escolas profissional de Setúbal e superior do Estoril, explicou ainda que a elaboração da carta teve em conta a adaptação à cultura árabe, excluindo assim a carne de porco e temperos como o vinho ou vinagre, substituindo estes elementos por, nomeadamente, paprica fumada ou sumo de limão.

A operação do Al.Lusitano está a correr “muito bem” e a pandemia de covid-19 não impediu os clientes de frequentarem o espaço, prolongando a sua estadia no restaurante, sobretudo, no período de jantar, conforme explicou o investidor da casa e responsável pela gestão do Pavilhão de Portugal, Pedro Rodrigues à Lusa.

“O Al.Lusitano tem por missão trazer o que de melhor nós temos na cozinha tradicional portuguesa e está a alcançar, por completo, esse objetivo”, garantiu Pedro Rodrigues.

O investidor do restaurante do Pavilhão de Portugal lembrou, no entanto, que se registaram alguns “desafios”, desde logo o transporte dos produtos de Portugal para o Dubai, mas também a formação da equipa local num curto espaço de tempo.

“Estávamos conscientes do desafio que era montar um restaurante que não é de ‘fast food’ […], mas nós estamos muito bem cotados e temos tido muitas repetições, sobretudo, de locais”, sublinhou.

A Expo Dubai, a primeira exposição mundial a realizar-se na região do Médio Oriente, África e Sul da Ásia, conta com a participação de 192 países e decorre até ao final de março.

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