“Citado em crónicas do século XVI, Pêra-Manca foi o vinho eleito para selar o encontro entre Pedro Álvares Cabral e os indígenas, aquando da sua chegada ao Brasil em 1500. A sua história remonta à Idade Média e o seu nome inspirasse no terreno onde estavam os vinhedos, um barranco com pedras soltas. Dizia-se, na época, que as pedras balançavam, mancavam. Eram ´pedras mancas´”. É com esta descrição histórica que a Fundação Eugénio de Almeida, através da Adega da Cartuxa, lança uma nova edição do vinho Pêra-Manca, um tinto de 2015.

A mais recente colheita, limitada a 44 mil garrafas, resulta da seleção de uvas provenientes de talhões selecionados de vinhas com mais de 35 anos. O Pêra-Manca tinto 2015 foi elaborado a partir das habituais castas Aragonez e Trincadeira.

“Tratando-se sempre de produtividades muito reduzidas, o ano de 2015, permitiu obter uma quantidade de uva de qualidade excecional e consequente produção do vinho Pêra-Manca tinto. Este exibe cor granada carregada e aroma complexo e intenso, que remete para ameixa seca e morangos maduros. Revela ainda notas balsâmicas e ‘especiadas’, bem como alcaçuz, esteva e folha de tabaco e, na boca, impressiona pela forte frescura, sendo elegante e muito concentrado”, sublinha a Adega Cartuxa.

Produzido unicamente quando os requisitos de excecional qualidade se cumprem, a Fundação Eugénio de Almeida apresentou a 1 de outubro a nova colheita Pêra-Manca, um tinto de 2015. Vinho que após estágio em barrica, “descansou” por 48 meses em garrafa no Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli.
créditos: Adega Cartuxa

“O ciclo vegetativo da vinha decorreu sob condições de falta de humidade no solo, originando fraco vigor vegetativo das videiras, assim como formação de bagos de dimensões muito reduzidas, os quais apresentaram uma excelente relação entre a película e a polpa. Já as temperaturas amenas, sentidas durante o período de maturação, permitiram uma lenta evolução até ao momento da vindima. Todas estas condições originaram uma produção muito equilibrada a todos os níveis, destacando-se a concentração em açucares, acidez, compostos fenólicos, e mesmo quantidade”, refere o produtor sediado no Alentejo.

Do ponto de vista da vinificação, foi realizada uma maceração pelicular pré-fermentativa, com o objetivo de potenciar a complexidade deste vinho. As fermentações ocorrem durante o estágio de 18 meses em Balseiros de Carvalho Francês, com temperatura controlada de 27 ºC e remontagens manuais, ao qual se seguiu 48 meses em garrafa nas caves do Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli.

“O Pêra-Manca tinto 2015, pela sua concentração em taninos, cumpriu um estágio em garrafa um pouco superior ao habitual, de forma que, neste momento, apresenta-se num ponto de evolução que permite, desde já, mostrar o seu elevado potencial, deixando para os anos que se seguem a possibilidade de acompanhar um infindável conjunto de nuances que só os grandes vinhos possibilitam”, afirma o Engenheiro Pedro Baptista, Diretor Vitivinícola da Fundação Eugénio de Almeida e Enólogo da Adega Cartuxa.

Cada garrafa do Pêra-Manca tinto 2015 apresenta um sistema de segurança que permite ao consumidor garantir a sua autenticidade. O sistema consiste num código único, associado à utilização de uma imagem holográfica e um QR Code de controlo, da Imprensa Nacional Casa da Moeda, que permite a esta entidade fazer a rastreabilidade do selo, incorporado na cápsula da garrafa, que pode ser validado no site do Clube Pêra-Manca, dando assim a garantia de aquisição de uma garrafa original.

O vinho orça os 275 euros a garrafa.

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