Anualmente, desde 2002, o mundo da alta cozinha aguarda o anúncio da britânica lista “The World’s 50 Best Restaurants”. Um painel internacional de críticos de cozinha, escritores, chefes de cozinha e gastrónomos elege aqueles que consideram os melhores restaurantes do mundo.

A 25 de junho deste 2019, a gala da “The World’s 50 Best Restaurants”, em Singapura, na Ásia, anunciou um restaurante português, o Belcanto, de José Avillez, entre as cinco dezenas de estabelecimentos que reúnem as preferências dos jurados.

O Belcanto, casa lisboeta (Rua Serpa Pinto, 10A), com duas estrelas Michelin, surge na 42ª posição, numa lista onde não constam outros restaurantes nacionais. Recorde-se que em 2018 o Belcanto figurava na 75ª posição na mesma tabela. Recuando a 2015, vamos encontrar o restaurante com cozinha conduzida por Avillez na posição 91.

O Belcanto integra uma lista encabeçada pelo restaurante francês Mirazu, seguido, respetivamente, nas segunda e terceira posições pelos restaurantes Noma, na Dinamarca (quatro vezes primeiro lugar) e Asador Etxebarri, em Espanha.

“É uma grande honra receber esta distinção; é uma distinção para a equipa, uma equipa muito grande que trabalha todos os dias para sermos melhores”, disse o chefe português à Lusa, ao receber o anúncio da atribuição do prémio. Na altura, Avillez acrescentou que o prémio “é para o Belcanto”, mas também para “a gastronomia portuguesa, para Lisboa, para pôr a gastronomia [portuguesa] no mapa".

Vila Joya, outro português que chegou à 22ª posição

O Belcanto de Avillez não é um caso português singular nesta “The World’s 50 Best Restaurants”. O restaurante Vila Joya (Estrada da Galé, em Albufeira), também duas estrelas Michelin, liderado na cozinha por Dieter Koschina, alcançou a 22ª posição na mesma lista em 2014. A casa que entrou para a lista em 2012, na 45ª posição, assumia no ano seguinte o 37ª lugar.

A propósito do Belcanto de Avillez, a “The World’s 50 Best Restaurants” enaltece a utilização dos produtos da costa portuguesa e sublinha a história do restaurante: “Um lendário estabelecimento de Lisboa que abriu portas como um clube para executivos e empresários na década de 1950. O Chefe José Avillez assumiu o Belcanto em 2012. Sob o seu comando, o restaurante ganhou a sua primeira estrela Michelin nesse mesmo ano”.

No descritivo que faz do chefe de cozinha, a “The World’s 50 Best Restaurants”, recorda a presença assídua na televisão de José Avillez, os livros publicados e o império que o chefe nacional reúne na restauração.

Sublinhe-se que o restaurante Mirazu, em primeiro lugar este ano (terceiro em 2018), é liderado na cozinha pelo Chefe Mauro Colagreco. Diz a propósito do restaurante localizado em Menton a “The World’s 50 Best Restaurants”: “Vistas inigualáveis da Riviera Francesa, uma equipa de cozinheiros escandalosamente talentosos e equipa de sala dedicada, fazem do Mirazur a melhor experiência de restaurante. A cozinha de Mauro Colagreco é inspirada no mar, nas montanhas e nos jardins do restaurante”.

O Noma ocupa este ano a segunda posição depois de, em 2018, não constar na lista dos 50 melhores do mundo.

Quanto ao Asador Etxebarri, em Axpe, casa localizada no País Basco, chega à terceira posição depois de, em 2018, ocupar o décimo lugar.  O restaurante tem ao comando da cozinha Victor Arguinzoniz.

De 2002 ao presente, o restaurante elBulli de Ferran Adrià, foi aquele que mais vezes chegou ao primeiro lugar da World´s Best Restaurant (cinco vezes), seguindo-se o Noma, de René Redzepi, por quatro vezes na liderança. El Celler de Can Roca, em Espanha, a Osteria Francescana, em Itália e The French Laundry, nos Estados Unidos, reuniram o consenso dos jurados, para o primeiro lugar, por duas vezes.

Cosme and Atla
A norte-americana Daniela Soto-Innes, do restaurante Cosme and Atla, em Nova Iorque, conquistou o prémio de melhor chefe de cozinha no feminino. créditos: @The Worlds 50 Best Restaurants

Quanto à lista anual da “The World’s 50 Best Restaurants”, resulta de uma votação de perto de mil profissionais internacionais da indústria da restauração, dividida em 26 regiões mundiais. Num compromisso com a igualdade de género, os responsáveis pelos galardões, convidaram este 2019, perto de 500 mulheres para a votação. Cada membro deve indicar três restaurantes preferidos, situados fora da respetiva região.

Os galardões sob a chancela “The World’s 50 Best Restaurants” não se limitam a eleger o panteão da restauração mundial. Entre as distinções estão a de melhor chefe de cozinha do mundo, este ano atribuído à norte-americana Daniela Soto-Innes, do restaurante Cosme and Atla, em Nova Iorque. Também no feminino, o galardão para a melhor chefe de pastelaria do mundo, conquistado pela francesa Jessica Préalpato (Hotel Plaza Athénée, em Paris).

Entretanto, o Lido 84, em Itália, lidera a lista dos dos restaurantes para ficar atento em 2019.

A lista e os prémios são organizados e produzidos pela revista Restaurant e patrocinados pela S.Pellegrino e Acqua Panna.

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