Enquanto os fotógrafos examinavam os looks de algumas das celebridades presentes - entre elas a diretora da Vogue, Anna Wintour, a influenciadora Chiara Ferragni e o cineasta Luca Guadagnino - na entrada era preciso mostrar o passaporte sanitário e usar máscara.

No lado de dentro do evento, graças ao desfile presencial com capacidade limitada, as salas ficaram menos cheias do que o normal para assistir à apresentação das primeiras coleções pós-covid.

"É difícil não me emocionar. Esta é a primeira vez em 18 meses que nos encontramos com o nosso público, temos a sensação de estar a voltar à normalidade", disse Serge Brunschwig, presidente da Fendi, visivelmente satisfeito em receber- os seus convidados.

Na passerelle, a coleção do diretor artístico Kim Jones explorou a história da marca romana, que o inglês comanda há duas temporadas. A decoração e a banda sonora marcaram o tom da coleção, que se inspirou nos anos 1970 e na era disco, para passar uma mensagem sobre diversidade e a força da mulher.

Com música de Diana Ross e da banda Chic, as modelos que desfilaram homenagearam o espírito das mulheres da época, como Grace Jones, Jerry Hall e Bianca Jagger.

O branco imaculado das primeiras silhuetas, com calças largas, era como uma página em branco na qual, aos poucos, apareciam as ilustrações e traços de Antonio López, famoso ilustrador de moda.

"Toque de fantasia"

Kim Jones confessou que descobriu nos arquivos da casa Fendi um logotipo desenhado à mão pelo artista, sendo o ponto de partida da nova coleção e a vontade de celebrar a sua obra e toda uma época.

"López era amigo de Karl Lagerfeld e sempre foi alguém que me inspirou. Ele era avant-garde, inclusivo, admirado por todos, desde Andy Warhol a Steven Meisel e David Hockney. Queria apresentá-lo às novas gerações", explicou na nota de apresentação.

A suas pinceladas, portanto, aparecem em kaftans, blusas de seda e malas. Os desenhos mais figurativos, com rostos femininos, são transformados em peças coloridas de couro ou rendas. Não faltaram também as emblemáticas peles e os casacos de penas da Fendi.

"Kim também adicionou um toque de fantasia ao trabalho entre o passado e o futuro", disse Serge Brunschwig no final do espetáculo.

O estilista, que apareceu acompanhado de Silvia Venturini Fendi, diretora de acessórios, e da filha, Delfina Delettrez Fendi, estilista das joias da casa romana, cumprimentou o público no final de um desfile que muitos interpretaram como a celebração da “mulher Fendi: segura e poderosa".

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