Dino Alves encerrou o primeiro dia de desfiles da 44ª edição da Modalisboa em grande estilo: em negro! No convite constava a informação de que era obrigatório vestir preto da cabeça aos pés e quem não o fez, ficou de fora... Fosse um anónimo convidado, celebridade ou jornalista, quem não respeitou ou entendeu o pedido do designer ficou mesmo de fora.

O estilista quis prestar uma homenagem às mulheres que usam o negro para mostrar o sentimento de perda e tristeza, e mostrar-lhes que a cor pode ser um princípio para vencer. A ideia será usar a cor e usar o preto com um intuito: como sinal de elegância e sofisticação e já não como símbolo de dor e pecado. Os xailes e chapéus pretos deram lugar a tons fortes e berrantes, como rosa, amarelo, verde, beringela, que ganharam destaque numa sala toda marcada pelo preto.

Este primeiro dia de desfiles começou por volta das 19h, já com uma hora de atraso, com as apresentações dos 10 finalistas do concurso Sangue Novo, a plataforma que visa mostrar o talento de jovens designers. Inês Duvale, Cristina Real, Banda, Duarte, David Catalán, Patrick de Pádua, M HKA, Patrícia da Costa, Tânia Fonseca e Rúben Damásio foram os jovens que apresentaram as suas visões para o próximo outono/inverno na passarelle do Pátio da Galé. No final do desfile, o designer Patrick de Pádua foi escolhido como o grande vencedor, ganhando assim a oportunidade de mostrar a sua coleção na semana de moda holandesa.

Ainda no Pátio da Galé, seguiram-se as propostas de Ricardo Andrez. O designer decidiu criar uma coleção, onde não havia distinção entre as peças que poderia ser usadas por homem ou por mulher. Os modelos usaram todos o cabelo camuflado, como se carecas fosse, de forma a não haver forma de distingui-los na passarelle. Saia compridas eram propostas masculinas e femininas, assim como o uso de transparências, em tons de azul denim, barnco, preto, azul céu e bege. O padrão camuflado e a ganga também estiveram em destaque nas peças, que foram adornadas com mochilas, luvas e bolsas de cintura. O jogo de sobreposições resultou num look desportivo, mas cool, com um toque edgy e andrógeno.

Nos Paços do Concelho, por volta das 20h30, foi a vez de Olga Noronha e Catarina Oliveira, ambas da plataforma LAB, apresentarem as suas criações. Olga Noronha, já conhecida por gostar de surpreeender e de criar conceitos nas suas coleções, mostrou uma proposta, onde o objetivo era dar a ideia de um protótipo ainda por acabar. As modelos desfilaram com linhas tracejadas no rosto e nos vestidos e durante o desfile, algumas paravam a meio da passarelle e eram-lhes recortados os vestidos no corpo, de forma a evidenciar as peças por debaixo. Catarina Oliveira criou uma coleção masculina, intitulada Balance, onde foi fazendo uma suave mistura de cores, começando pelo azul, passando pelo verde, cinza, cor de vinho e rosa. As mochilas estiveram novamente em destaque neste desfile, assim como capas e quispos.

Sábado segue-se o dia mais completo em termos de desfiles, com o seguinte alinhamento:

14h30 - Valentim Quaremas (Casa da Balança - Marinha Portuguesa)

15h30 - Dawid Tomaszewski (Pátio da Galé)

16h30 - Luís Carvalho, LAB (Pátio da Galé)

17H30 - Ricardo Preto (Pátio da Galé)

18h30 - Alexandra Moura (Pátio da Galé)

20h - Miguel Vieira (Pátio da Galé)

21h30 - Aleksandar Protic (Pátio da Galé)

22h30 - Carlos Gil (Pátio da Galé)

Veja agora o dossier da 44ª edição da Modalisboa, com todos os desfiles e as propostas dos diferentes designers para o outono/inverno de 2016.

14 de março de 2015

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