Procura induzir a fibrose das varizes, de maneira a transformarem-se num resíduo cicatricial depois de se conseguir a coagulação do vaso sanguíneo.

Até agora, era indicada para varizes médias e para as chamadas aranhas vasculares, mas o aparecimento do endolaser e da terapia fotodinâmica permitiu que passasse a ser realizada nas varizes maiores sem haver necessidade de operar.

Injecta-se uma substância na variz para provocar a irritação da parede interna do vaso, causando a coagulação da veia. A veia forma um cordão duro que se quebra de forma natural e é reabsorvido pelo corpo.

É feita sem anestesia. Recomenda-se repouso com as pernas ao alto durante as primeiras 24 horas. Tem bons resultados em veias pequenas ou como complemento de outras técnicas. O preço oscila entre os 100 e os 150 euros por sessão.

Existem vários tipos de esclerose química: esclerose com espuma, crioescleroterapia (que consiste no arrefecimento a - 40ºC da substância esclerosante, de forma a que o frio queime as veias danificadas) e a escleroterapia líquida.

Inconvenientes

  • Às vezes, não se consegue uma fibrose completa da veia e, a longo prazo, pode reaparecer a variz
  • Não é recomendada para varizes grandes, já que mais de 65% dos pacientes voltam a desenvolver veias varicosas ao fim de cinco anos
  • Irritação da veia causada pela solução esclerosante
  • Aparecimento de coágulos devido à irritação causada pela substância injectada
  • Dano dos tecidos circundantes, devido a infiltração da solução esclerosante
  • Dores na zona depois da intervenção
  • Hematomas e hemorragias
  • Alterações na pigmentação e ulcerações

Texto: Madalena Alçada Baptista

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