"Não vamos desistir, não vamos baixar os braços", afirmou à Lusa a mãe de uma criança, que pediu para não ser identificada, antecipando uma concentração, em protesto, no dia 14 de setembro, junto ao Centro Escolar de Abragão.

No ano passado, explicou, funcionaram três salas de jardim de infância no Centro Escolar de Abragão, cada uma com cerca de 15 a 18 alunos, afirmando não perceber a "redução drástica" para apenas uma sala no próximo ano letivo.

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A decisão da tutela obrigará à transferência de 15 crianças de Abragão, entre os três e os cinco anos de idade, para estabelecimentos de ensino de freguesias vizinhas.

Na data limite das inscrições para o novo ano letivo havia 32 alunos. Contudo, atualmente, há cerca de 40 crianças para frequentar o jardim-de-infância, informou ainda.

A encarregada de educação reconheceu que esse número não é suficiente para, formalmente, obrigar a tutela a criar uma segunda turma, uma vez que o mínimo regulamentar é de 25 crianças por turma.

Porém, os pais dizem não entender porque serão obrigadas 15 crianças a mudar de escola, noutras freguesias, nomeadamente para salas que foram autorizadas com 12 ou 13 alunos. "Isso é uma injustiça para nós", acentuou.

A agência Lusa pediu esclarecimentos sobre o assunto aos serviços do norte da Direção Geral dos Estabelecimento Escolares, mas não obteve até ao momento qualquer resposta.

No início de agosto, os pais enviaram um abaixo-assinado ao diretor regional do Norte dos estabelecimentos escolares, documento que tinha como primeiro subscritor o presidente da Câmara de Penafiel. Nesse documento, consultado hoje pela Lusa, solicitava-se uma nova análise ao processo e a abertura de uma segunda turma.

Os encarregados de educação alegavam que as crianças e os pais ficarão prejudicadas com a transferência para freguesias vizinhas, nomeadamente ao nível emocional, e lembravam que o Centro Escolar de Abragão tem "ótimas condições para o funcionamento de duas a três salas de jardim-de-infância, como tem ocorrido nos últimos anos”.

Na ocasião, em resposta, o diretor regional do Norte dos estabelecimentos escolares informou que a única turma autorizada em Abragão é a que cumpre o que está regulamentado.

Dizendo-se "desapontados, mas inconformados", os pais já contactaram, por correio eletrónico, os gabinetes do primeiro-ministro, do ministro da Educação e da secretária da Estado da Educação, dando nota do que se está a passar e solicitando uma audiência com o diretor regional dos estabelecimentos escolares.

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