O deputado do PAN, André Silva, e a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, visitam na próxima semana uma escola em Lisboa, para assinalar o início do ano letivo e chamar a atenção para a necessidade de serem cumpridas as normas publicadas pela tutela, bem como uma resolução da Assembleia da República, de 2012, neste sentido.

De acordo com os dados recolhidos pelas duas estruturas, 25% das crianças e 32,3% dos adolescentes têm excesso de peso ou obesidade.

A falta de qualidade da alimentação servida nas escolas é uma das principais queixas dos encarregados de educação.

Em declarações à agência Lusa, Alexandra Bento afirmou que existem vários estudos da comunidade académica que revelam a falta de cumprimento das normas relativas à alimentação nas escolas.

Um dos principais problemas continua a ser o excesso de sal e a falta de supervisionamento: “Ninguém vê o que as crianças comem, se comem os vegetais, a sopa”.

Não existem nutricionistas nas escolas

A bastonária reafirmou também que a qualidade da alimentação vegetariana introduzida nas escolas deve ser salvaguardada por um nutricionista, o que não acontece porque estes profissionais não estão presentes nas escolas.

Alexandra Bento defendeu que deveria fazer-se em relação à alimentação o mesmo que foi feito para a educação ambiental, em que foram as crianças “a levar as boas práticas da escola para casa”.

Veja ainda: O que se come nas escolas de todo o mundo?

Na quinta-feira (21), à hora do almoço, o deputado e a nutricionista visitam a Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa, com o objetivo de reforçar a importância da alimentação saudável para o sucesso escolar.

O partido anunciou, em comunicado, que está a negociar com o governo o reforço dos nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde, no âmbito do Orçamento do Estado para 2018.

No documento são citados dados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física 2015 – 2016, segundo os quais 69% das crianças e 66% dos adolescentes não consomem as quantidades de fruta e hortícolas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.

“É importante que as escolas sejam lugares promotores de alimentação saudável, assegurando o Direito Humano a uma Alimentação e Nutrição Adequadas”, contribuindo assim para “a promoção da saúde da população”, lê-se no comunicado.

As ementas escolares, à semelhança de outros refeitórios públicos, passaram este ano a ter a obrigatoriedade de oferecer pelo menos uma opção vegetariana.

O PAN e a Ordem estão igualmente preocupados com os produtos disponíveis nas máquinas de venda automática.

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