“Não posso dar uma data porque, antes de o fazermos, precisamos de preencher cinco critérios”, disse, durante a conferência de imprensa diária do Governo sobre a crise, aludindo os “cinco testes” que o executivo determinou para levantar o regime de confinamento.

Quando anunciou o prolongamento das medidas de distanciamento social por mais três semanas, o Governo estabeleceu cinco critérios, nomeadamente a capacidade para os serviços de saúde tratarem pacientes infetados, uma descida “sustentada e consistente” do número diário de mortes e uma redução da taxa de contágio para valores aceitáveis.

Disse também que será importante garantir que existe capacidade para realizar mais testes e fornecer equipamento de proteção individual para responder à procura e garantir que um levantamento do confinamento não cause uma segunda vaga de infeções.

O Reino Unido registou até agora 16.060 mortes de pessoas infetadas e 120.067 casos de contágio durante a pandemia covid-19, informou hoje o Ministério da Saúde britânico.

O regime de confinamento obrigatório foi inicialmente decretado em 23 de março, que só permite às pessoas saírem de casa para a compra de bens essenciais, como alimentos ou medicamentos, fazer exercício, ajudar pessoas vulneráveis ou trabalhar, se não o puderem fazer remotamente.

O executivo tem até agora recusado discutir quando ou como pretende relaxar medidas de distanciamento social, mas o jornal Sunday Times noticiou hoje que o Governo britânico possui um plano de três fases para levantar o regime de confinamento, sugerindo a possibilidade de as escolas reabrirem no dia 11 de maio.

Segundo o jornal, o plano, codificado com as cores dos semáforos, aguarda apenas o regresso do primeiro-ministro, Boris Johnson, que se encontra a recuperar da infeção com o novo coronavírus, sendo substituído nas funções pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro de Estado, Dominic Raab.

Na primeira das três fases do plano, é dada à prioridade às escolas secundárias para reabrirem dentro de três semanas, para possibilitar a realização dos testes GCSE, para alunos com 15 anos, e “A Level”, para alunos 17 ou 18 anos, os quais determinam o acesso à universidade.

Nesta primeira fase, designada de “verde”, algumas lojas de bens não essenciais, como de flores e plantas e roupa vão ser autorizadas a reabrir porque pode ser mais facilmente implementado o distanciamento social necessário para reduzir o contágio, e os serviços de comboio e autocarro voltam ao normal, mas os passageiros terão de usar máscaras.

A segunda fase do plano, denominada de “âmbar”, estará prevista para o final de maio ou início de junho, permitindo a reabertura de mais lojas, empresas e o regresso dos funcionários ao trabalho, mas bares, restaurantes e eventos desportivos ou espetáculos poderão só ser autorizados de novo a partir de julho ou no final do verão.

Na última fase, “vermelha”, mantém-se o conselho às pessoas com mais de 70 anos e outras mais vulneráveis à doença, nomeadamente que sofram de outros problemas de saúde, para permanecerem em casa até existir uma vacina que garanta a imunização, o que pode levar muitos meses.

A universidade inglesa de Oxford está a trabalhar em estado adiantado no desenvolvimento de uma vacina, podendo concluir os testes clínicos em meados de agosto, mas ainda é incerto se a vacina vai ser eficaz, vincou o cientista John Bell, em declarações à BBC.

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