A Assembleia Municipal de Sintra, no distrito de Lisboa, aprovou na quinta-feira a cedência de um terreno para a edificação desta nova escola universitária na Portela de Sintra.

A construção do estabelecimento universitário será concretizada no âmbito de uma parceria com a Câmara de Sintra, que participará no apoio às despesas de desenvolvimento do projeto.

"No concelho de Sintra registam-se particulares dificuldades de acesso dos jovens ao ensino superior, precisamente pelo défice de oferta de ensino de proximidade e pela ausência de instituições universitárias e politécnicas em toda a coroa norte da AML. Como esta centralização nunca foi combatida por políticas públicas, o ISCTE, em colaboração com a Câmara de Sintra e o Conselho Estratégico Empresarial, decidiu iniciar uma política de proximidade dirigida à maior bolsa de jovens da sua zona de influência, incentivando-os a prosseguirem a formação académica", afirma a reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues.

Com a abertura de uma unidade no segundo concelho mais populoso do país, e o primeiro em número de jovens, o ISCTE será a primeira universidade pública com oferta pedagógica na coroa norte da Área Metropolitana de Lisboa, que inclui, além de Sintra, Mafra, Torres Vedras, Amadora, Odivelas, Loures e Vila Franca de Xira.

Além disso, a concretização de uma escola universitária especializada em Tecnologias Digitais Aplicadas irá colmatar uma falha na oferta curricular de nível superior, como salienta a reitora do ISCTE.

"No arranque, a oferta formativa, de oito a 10 cursos de licenciatura, será multidisciplinar, interligando as tecnologias digitais com diferentes áreas e setores de aplicação: a arte, o património, a educação e formação, a gestão, a saúde, a indústria e serviços, incluindo ainda inteligência artificial, desenvolvimento de 'software' e cibersegurança", indica Maria de Lurdes Rodrigues, antiga ministra da Educação, citada no comunicado.

Segundo a reitora, a localização do novo polo irá aumentar as oportunidades de formação e de carreira profissional dos jovens do concelho e dos municípios circundantes.

"Através de uma escola especializada em Tecnologias Digitais Aplicadas haverá uma aproximação entre o ensino, a atividade económica e o tecido social da região", afirma, lembrando que a qualificação em Tecnologias da Informação e Comunicação foi identificada como prioritária, ao nível europeu e nacional, em virtude dos desafios da transição digital que enfrentam as empresas e as entidades públicas.

A nova escola tem abertura prevista em 2026 e o ISCTE espera acolher entre 2.500 a 3.000 estudantes no seu novo polo.

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