Muitos dos valores promovidos pelas famílias portuguesas há umas décadas foram-se perdendo com o tempo, alerta Luísa Trigo, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Católica Porto. A psicóloga refere que «é necessário recuperar valores centrados na promoção do respeito mútuo e da dignidade humana» e também combater o facilitismo, relativismo e individualismo.
O tema esteve em debate recentemente na Católica Porto, numa sessão dirigida a pais e alusiva ao tema "Qual o papel dos valores e da espiritualidade na educação?"
A responsabilização das famílias no desenvolvimento dos jovens torna-se, desta forma, mais exigente, pois «devem afirmar claramente as suas opções, princípios e valores, marcando a formação das crianças e jovens com uma identidade própria, orientada para a promoção dos valores universais».
A psicóloga alerta ainda que, em termos educativos, o exemplo dado pelos pais tem um papel fulcral na formação dos jovens. «É preciso termos sempre bem presente que o exemplo continua a ser o fator mais determinante na formação moral das crianças e jovens. Por vezes, há discrepâncias entre palavras e ações». E acrescenta: «Há que aproveitar as oportunidades do dia-a-dia para dialogar com as crianças e jovens sobre situações morais, ajudando-os a pensar sob diferentes perspetivas, colocando-se no lugar do outro, de forma a evoluírem para estádios de desenvolvimento moral mais avançados».
Questionada sobre como a espiritualidade pode ajudar no desenvolvimento das crianças, Luísa Trigo refere que «num mundo acelerado e cheio de estímulos a diferentes níveis, é fundamental ajudar as crianças a encontrarem-se consigo próprias e a perceberem que a sua vida tem um sentido».
20 de junho de 2012

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