As escolas estão encerradas há uma semana, as aulas são à distância e todos os dados apontam para que assim continue devido a propagação da covid-19, cujo pico da doença deverá ocorrer depois de 14 de abril, afirmou hoje o Presidente da República depois de uma reunião com especialistas.

Entre professores e alunos permanece a dúvida se as provas e os exames se irão realizar nas datas previstas, mas a resposta a possíveis alterações só chegará depois das férias da Páscoa, avisou esta semana o ministro da Educação.

A Lusa falou com os presidentes das duas associações de diretores escolares que são unânimes em dizer que é preciso esperar até 9 de abril. Até lá, “só se pode falar em possíveis cenários”, explicou o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, em declarações à Lusa.

No entanto, Manuel Pereira considera que “não faz sentido pensar em provas de aferição”, que este ano estão marcadas para arrancar no início de maio para os alunos do 2.º ano.

A ideia é corroborada por Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores e Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP): “Não quero desprezar nenhuma prova, mas a verdade é que se suspenderem não virá mal ao mundo”, disse à Lusa.

Filinto Lima lembrou que as provas de aferição “envolvem uma logística administrativa muito complicada”, uma vez que são realizadas anualmente pelos alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade. Estes testes não contam para a nota final e têm como objetivo detetar eventuais dificuldades na aprendizagem.

Também os exames do 9.º ano, que contam para a nota final, podem ser suspensos este ano, tendo em conta a situação que o país está a viver, defenderam os dois responsáveis em declarações à Lusa.

“Nós temos de salvaguardar os exames essenciais, que são os de acesso ao ensino superior”, afirmou Filinto Lima, referindo-se às provas dos alunos do 11.º e 12.º anos de escolaridade.

O presidente da ANADEP disse que “não se deve excluir a hipótese de estas provas serem realizadas em setembro”, dando assim tempo aos alunos e às escolas para se prepararem.

“Este é um ano atípico”, corrobora Manuel Pereira, sublinhando que o mais importante neste processo é “tentar garantir a equidade e igualdade dos alunos” no acesso ao ensino superior.

Começar o próximo ano letivo mais tarde poderá ser outro dos efeitos do encerramento das escolas e do ensino à distância.

Neste momento, o calendário escolar mantêm-se tal como definido, ou seja, o 3.º período deverá começar dentro de duas semanas e meia e terminar no início de junho para a maioria dos alunos, com exceção do 1.º ciclo que acaba em meados de junho.

Em Portugal, há 30 mortes, mais sete do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

Dos infetados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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