Tiago Brandão Rodrigues foi um dos oradores do painel "Building for an era of makes", que contou também com a presença de Íris Lapinski, responsável por uma aplicação que ajuda os alunos a resolver os problemas que os preocupam.

Questionado sobre o futuro das escolas, o ministro da Educação disse que essa era uma das preocupações da sua equipa que estava precisamente a trabalhar em conjunto com professores e investigadores, mas também com alunos para encontrar um modelo de ensino mais adaptado às necessidades dos jovens.

Na passada sexta-feira, Tiago Brandão Rodrigues moderou um debate que contou com a presença de alunos de todas as idades a quem perguntaram 'como é que te podes sentir mais motivado na escola? Que características deve ter um professor?', recordou o governante, sublinhando que alguns dos inquiridos tinham apenas 'sete ou oito anos mas apresentaram propostas bem diretas às perguntas colocadas'.

Experimentação como forma de aprendizagem

Das várias ideias que Tiago Brandão Rodrigues ouviu, algumas foram repetidas na Web Summit: "Dizem que querem aproveitar o tempo para observar, para experimentar dentro e fora da sala de aula. Houve um aluno que disse: 'Senhor ministro quero aprender fazendo'", recordou.

O ministro da educação é também um defensor da experimentação como forma de aprendizagem - 'não há substituto para a experiência', disse - e defensor das ciências, da matemática mas também das artes: "A perspetiva estética é também muito importante, não basta a ciência", defendeu.

Tiago Brandão Rodrigues lembrou ainda que está a decorrer uma ampla discussão pública sobre o currículo escolar, no quadro da necessidade de definição de um perfil de saída para a escolaridade obrigatória alargada a 12 anos e da promoção de flexibilização na gestão escolar.

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