A rapariga, também de 16 anos, foi agredida na terça-feira à tarde no recinto escolar e está hospitalizada em Lisboa.

"O aluno suspeito de agressão foi de imediato suspenso preventivamente, durante dez dias, e foi-lhe instaurado um processo disciplinar", indicou o Ministério da Educação (ME), em resposta à Lusa.

A aluna agredida, segundo o ME, continua internada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com um "quadro clínico estabilizado".

Indicando que o caso está entregue às autoridades, a tutela refere que os seus serviços "estão em contacto permanente com a escola, tendo disponibilizado o apoio necessário".

"O Ministério da Educação repudia veementemente todas as formas de violência, em particular em ambiente escolar, e convida todos os encarregados de educação para uma atitude proativa de prevenção de comportamentos violentos e de desrespeito", lê-se na nota enviada à Lusa.

Após a agressão, a rapariga foi transportada para o hospital de Portalegre, onde deu entrada no serviço de urgências “em estado considerado grave”, segundo disse à Lusa, na quarta-feira, o porta-voz da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), Ilídio Pinto Cardoso.

“A jovem deu entrada nas urgências do Hospital José Maria Grande, em Portalegre, foi avaliada e estabilizada pela equipa pediátrica. Porque precisava de cuidados diferenciados, nomeadamente devido a traumatismos maxilofaciais, foi transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa”, disse.

Fonte da GNR referiu à Lusa, na quarta-feira, que a vítima e o suspeito da agressão foram identificados, tendo sido também elaborado um auto de notícia.

“Fomos informados e deslocámo-nos ao local. Estamos a desenvolver as investigações e o inquérito para apurar mais pormenores sobre a situação”, acrescentou a mesma fonte da GNR.

Contactada hoje pela Lusa, a coordenadora da União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA), Helena Neves, alertou que na escola de Campo Maior, onde ocorreram as agressões, o número de funcionários (17) para cerca de 800 alunos "é insuficiente".

“Do nosso ponto de vista, o rácio é incorreto, um funcionário para 50 alunos é claramente insuficiente, tendo em conta o aumento destes fenómenos de violência. Em segundo lugar, o rácio, estando a ser cumprido, mesmo assim, ainda torna a situação pior, porque estes trabalhadores estão distribuídos e não estão entregues à função da vigilância”, disse.

O “crescente” número baixas entre os funcionários é outro dos problemas que a USNA aponta, sublinhando que se trata de uma “consequência da intensificação do ritmo de trabalho".

“Há intensificação do ritmo de trabalho, há mais baixas, há menos trabalhadores, há mais trabalho. É um círculo vicioso que tem de ser resolvido de duas formas: alterar urgentemente o rácio e tornar mais célere os processos de recrutamento para as escolas, pois há, desde junho, um processo aberto de recrutamento para a escola de Campo Maior”, disse Helena Neves.

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