Segundo os especialistas do Instituto Valenciano de Infertilidad (IVI), em Espanha, que viu mais um dos seus estudos premiados, desta vez pela Sociedad para la Investigación Reproductiva, a idade não é um fator determinante para o homem deixar de poder ter filhos. A sua fertilidade é minada por outros problemas. Um dos principais prende-se com os espermatozoides, que tendem hoje a ser em menor número.

A sua pouca mobilidade é outra das razões. Tanto um como outro podem vir a ser resolvidos através da fecundação in vitro ou da injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI). Os investigadores deste organismo apontam ainda anomalias genéticas nos cromossomas e até mesmo nos genes. O diagnóstico deste problema é feito através do diagnóstico genético pré-implantacional (DGP).

A esses, juntam-se, ainda, fatores externos, como a má alimentação, muitas vezes marcada pela ingestão de açúcares e gorduras em excesso. O consumo de álcool, o tabaco e o stresse também podem interferir com a fertilidade masculina. Nos últimos anos, os especialistas do IVI desenvolveram trabalhos de análise das células testiculares recolhidas a partir de biópsias para descobrir mecanismos de preservação.

Um deles tem um destinatário muito concreto. "O objetivo, a médio prazo, é desenvolver uma metodologia que possa ser aplicada em meninos com cancro submetidos a quimioterapira e a radioterapia, que provocam uma paragem irreversível na produção de espermatozóides e, consequentemente, infertilidade", garante Carlos Simón, médico ginecologista e obstetra, investigador principal desse estudo.

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