Os piolhos são pequenos parasitas que normalmente habitam na cabeça, provocando uma doença chamada pediculose.

Esta situação atinge as crianças em idade escolar, sobretudo meninas, sendo transmitida pelo contacto direto interpessoal.

Além do cabeça a cabeça, a contaminação também pode ser feita pelo uso de objetos como bonés, escovas ou pentes de pessoas contaminadas. «Trata-se de uma infestação muito comum, podendo afetar pessoas de todas as classes sociais, não significando falta de higiene», salienta Armando Fernandes, pediatra.

Medidas de prevenção

As melhores estratégias preventivas para a pediculose da cabeça, segundo Armando Fernandes, são «falar e alertar para a presença de piolhos na criança, lavar e, sobretudo, pentear frequentemente a cabeça. O pente de dentes apertados permite partir as pernas dos piolhos, fazendo com que estes percam o equilíbrio e caiam do cabelo, impedindo-os de se multiplicarem».

No entanto, apesar de todos os cuidados, é por vezes difícil evitar que as crianças apanhem piolhos na escola caso um colega os tenha. Não serão de estranhar algumas convocatórias aos pais para uma reunião na escola onde se dão conselhos para melhor lidar com este problema.

Plano de combate

Se o seu filho não conseguir escapar, existem algumas medidas simples que pode pôr em prática para erradicar este problema. «Procure e retire as lêndeas. Para facilitar, pode ser usada uma mistura de vinagre e água em partes iguais, embebendo os cabelos meia hora a uma hora antes de proceder à sua remoção ou pode saturar o cabelo com amaciador, penteá-lo com um pente de dentes finos e enxaguá-lo, depois, abundantemente com água», aconselha Armando Fernandes.

«Repita esta operação cada três a quatro dias durante, pelo menos, duas semanas», acrescenta ainda. Lave com água quente (temperatura superior ou igual a 60 graus) as fronhas, as roupas da cama, as roupas dos brinquedos, etc. Sele num saco plástico durante dez a 14 dias o que não puder ser lavado com água quente.

Os piolhos são pequenos parasitas que normalmente habitam na cabeça, provocando uma doença chamada pediculose.

Esta situação atinge as crianças em idade escolar, sobretudo meninas, sendo transmitida pelo contacto direto interpessoal (cabeça a cabeça) ou pelo uso de objetos como bonés, escovas ou pentes de pessoas contaminadas.

Tipos de tratamento

«O corte intempestivo do cabelo pode ser traumatizante para a criança, pelo que não deve ser feito por rotina», refere Armando Fernandes. «Uma aplicação cuidadosa do antiparasitário em todo o couro cabeludo e ao longo dos cabelos é geralmente suficiente», sublinha o especialista, acrescentando ainda que «os medicamentos antiparasitários contendo permetrina, lindano, pirectrinas de síntese e butóxico de piperonilo são os mais utilizados».

No entanto, o mesmo só deve ser iniciado quando existe a certeza da existência de pediculose. «A sua utilização como profilaxia ou prevenção de reinfestações tem sido desaconselhada por muitos autores para evitar o surgimento de resistências», conclui. Com o tratamento correto, a maioria das crianças está recuperada entre uma a duas semanas.

Contra-ataque

Se o seu filho é um alvo frequente deste parasita, estes são alguns dos gestos que deve ter em linha de conta:

- Examine cabeça usando um pente fino, sempre que chegar da escola.

- Incentive-o a não partilhar chapéus e, se for menina, a usar o cabelo preso.

- Informe a escola quando a criança apresentar a doença, de modo a que todos sejam tratados e se interrompa assim o ciclo de reinfestação.

Texto: Cláudia Pinto com Armando Fernandes (pediatra)

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