Este sábado, Isabela Valadeiro trouxe até ao 'Alta Definição' a sua história de vida, que começou no Alentejo e, fruto dos sonhos e da determinação, hoje desenrola-se em Lisboa. A protagonista da nova novela da SIC, 'Golpe de Sorte', abriu o coração para falar das raízes e da importância da família, nomeadamente da avó.

"Foi a pessoa com quem cresci enquanto os meus pais trabalhavam 12 ou 14 horas por dia. Ensinou-me muito sobre o amor ao próximo. Eles são crentes e eu respeito isso, mas nunca me mostraram uma Bíblia para que eu acreditasse que o amor ao próximo era aquilo, mostravam-me com gestos", começou por dizer.

"Os meus pais tinham férias e iam trabalhar mais. Dizia que queria um brinquedo e eles diziam-me: ‘Não vais ter. É importante guardares. Se quiseres um curso, uma universidade, quero ter dinheiro para te poder pagar'", relatou.

Isabel mudou-se para Lisboa com o objetivo de estudar representação e revelou que os primeiros tempos ficaram marcados por algumas dificuldades. "Vinha de uma aldeia, era uma miúda meio bloqueada em alguns sentidos. Vir para a cidade, formatar-me e adaptar-me às circunstâncias é um despir. Quando cheguei a Lisboa senti que não sabia nada, que não tinha lido o suficiente, que não tinha visto os filmes suficientes. Os primeiros meses na Escola de Atores senti que os meus colegas sabiam muito", afirmou.

A atriz recordou também os tempos em que conciliava os estudos com o trabalho numa loja: "Lembro-me de estar na loja a estudar e a tirar notas de livros para saber falar com as pessoas, para ter assunto, para me sentir melhor comigo".

Também a nível financeiro Isabela diz ter passado por alguns desafios. "Não dizia aos meus pais que não tinha dinheiro. Às vezes não tinha quase nada e não queria pedir. Passei semanas sem dinheiro quase nenhum na conta. Ia ao supermercado e às vezes não tinha grande coisa. Mas porque era minha opção não pedir. Nunca me faltou nada", contou.

Os esforços traduziram-se em oportunidades e aos 22 anos Isabela Valadeiro é um dos rostos que diariamente entra na casa dos portugueses em horário nobre. Uma caminhada que se fez, diz, de grandes esforços, dos quais o único senão associado é o pouco tempo que tem para os mais próximos.

"Sou um bocado ‘workaholic’. Se não tiver tempo para estar com os meus amigos, não vou estar. E tenho medo de não estar em momentos cruciais da vida deles. Já aconteceu", disse comovida.

Dona de uma beleza invejável, a atriz reconhece-se como uma mulher bonita, mas afirma que não se deixa deslumbrar. "Acho que sou uma miúda acessível, não me acho a última bolacha do pacote. Às vezes até acho que quanto mais bonitas somos, mais temos de provar", afirmou.

Por fim, questionada sobre a "rapidez com que tudo aconteceu", Isabela constata que os últimos anos foram de grande amadurecimento e aprendizagem: "Não me sinto a Isabela de 18 anos, parece que foi noutra vida. Estou diferente, cresci muito. Talvez o meu olhar tenha mudado porque estou crescida".

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