O que a fez regressar aos ecrãs após tanto tempo afastada da televisão?
Tinha imensa vontade de voltar à televisão e gostei imenso do projecto "Voo Directo" e do ambiente desta série. É muito leve e divertido e, ao mesmo tempo, muito humano e feminino. Agrada-me dar destaque e voz às mulheres, não só portuguesas mas, neste caso, também angolanas.
Está preparada para um mês de gravações em Luanda?
Vai ser um desafio trabalhar com uma equipa completamente nova e contracenar com actores que vêm de outra cultura. Tenho a certeza de que vai ser absolutamente enriquecedor.
É inevitável associar "Voo Directo" à série norte-americana "Sexo e a Cidade". Acompanhava essa série?
Sim e gostava imenso. Mas a nossa série é diferente de "Sexo e a Cidade". É verdade que as protagonistas são quatro mulheres, e como elas se relacionam, mas tem uma abordagem menos sexual e mais emocional.
A sinopse de "Voo Directo" menciona que esta geração de mulheres que vive para o sucesso pode, muitas vezes, deixar escapar o amor. Concorda?
Não. Julgo que há imensas mulheres de sucesso que conseguem encontrar o amor e, no caso da "Patrícia", a minha personagem, quero acreditar que sim, embora seja uma mulher independente que não quer assumir compromissos.
E a Soraia Chaves, como mulher de sucesso, também deixa escapar o amor?
Vivo o momento (risos).