Foi aos 17 anos que se apercebeu da sua paixão pela representação?
Nunca tinha feito nada em representação, mas era já uma apaixonada pelo teatro e pelo cinema. Sonhava com a Broadway e com Hollywood e, aos 17 anos, decidi ir para os Estados Unidos da América. Consegui convencer os meus pais, suspendi o curso de comunicação social e fui sozinha para Nova Iorque. Era só para ser um ano e foram seis! Passei alguns dias mais duros, mortinha de saudades, mas acho que valeu a pena. Representar é mesmo o que eu quero.
Por que escolas passou?
Primeiro estudei  cinema na New York Film Academy, depois estive dois anos no Lee Strasberg Institute. De seguida, estive a trabalhar durante um ano em teatro, fui para a Rússia tirar um curso de dois meses e, por fim, voltei para os EUA, onde tive aulas com um professor do HB Studio que me tinha sido recomendado durante a minha estada em Moscovo.
Como é que uma rapariga com 17 anos deixa tudo e vai sozinha para Nova Iorque?
Senti necessidade de conhecer mundo, de ir em busca de inspiração e de sonhos - e, para isso, que sítio melhor do que o centro do mundo? Parti para Nova Iorque, onde não conhecia ninguém. Os primeiros meses foram difíceis, mas os meus pais apoiaram-me e deram-me força. Cresci imenso, não só em termos profissionais, pois não poderia ter tido melhor escola, mas também como pessoa.
Acabou por conhecer a Daniela Ruah e a Benedita Pereira enquanto estudava em Nova Iorque. Como vê uma amiga sua alcançar tão grande sucesso internacional, como é o caso de Daniela?
Não podia sentir-me mais feliz. A Daniela merece, ela é uma lutadora. É persistente e quando mete uma coisa na cabeça, ninguém a pára. Além de ser muito boa actriz, é linda e tem imensa garra. E a Benedita, acreditem, também vai longe.
Gostava de seguir as pisadas de Daniela Ruah?
Eu penso que todos os actores têm percursos diferentes. Ninguém pode pretender fazer o que o outro faz, porque somos todos únicos. Eu gosto sobretudo de fazer teatro, cinema... Mas se aparecer um projecto de televisão, participarei nele com o mesmo entusismo e profissionalismo. Quer queiramos quer não, a TV é neste momento o grande palco.
Já participou em alguma peça em Portugal ou até mesmo em português?
Em Portugal ainda não, porque, além do mais, ainda estou cá há pouco tempo. Curiosamente, a primeira vez que trabalhei em Português foi nos Estados Unidos a fazer uma voz "off" para uma Rádio luso-brasileira. E também representei em Português na Rússia, na peça "As Três Irmãs" de Anton Checkov,  onde tínhamos uma brasileira que traduziu o texto para o professor. De resto trabalhei sempre em inglês
Agora voltou para Portugal. O que se segue?
Penso que uma actriz ou um actor não podem criar fronteiras. Não penso: "Estou em Portugal e só quero ficar cá". Agora estou aqui para trabalhar,  mas sempre com a possibilidade de regressar aos Estados Unidos ou de voar para outros palcos.
Gostava de vingar no mundo da representação aqui ou lá fora?
Sinto-me uma cidadã do mundo.  A nossa ambição leva-nos sempre a sonhar com palcos internacionais, mas o meu desejo é cruzar-me com projectos com que me identifique e que me façam crescer como actriz. E esses podem estar em qualquer palco ou tela, lá longe ou aqui ao pé da porta.
Qual é o seu desejo para 2011 em termos profissionais?
Gostaria de concretizar trabalhos de qualidade. Estou neste momento a analisar alguns projectos e ideias, e cheia de vontade de começar. Acabei de ser agenciada pela Just Models (para o departamento de Actores) e tenho tido também a preciosa ajuda da Patrícia Vasconcelos, que me tem orientado sobre o mercado português, um meio que ainda não conheço bem. Mas estou pronta para tudo: teatro, cinema ou televisão.

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