Traz no ADN a capacidade de ler o mundo com humor e exercita, no dia a dia, a partilha do otimismo com os outros. Acabada de entrar nos 50 anos, feitos a 30 de novembro de 2017, Sílvia Rizzo, atriz nascida em Lisboa, é assumidamente um espírito livre. Não faz planos. Quer estar desperta para escolher e agarrar os melhores desafios que a vida vai preparando para si, como revela em entrevista.

Antes de a entrevistarmos, procurámos conhecê-la um pouco melhor através das suas contas nas redes sociais e, se tivéssemos de escolher uma característica que a define, seria a sua boa-disposição. De que modo é que o sentido de humor a ajuda a lidar com os obstáculos que enfrenta no dia a dia?

Ajuda muito. É uma característica da minha família, que sempre cultivou o bom humor. Não se trata de olhar de forma leviana para os problemas. Aliás, o que se passa à minha volta afeta-me bastante. Mas o meu sentido de humor, este meu lado divertido que é genético e fruto da minha educação, funciona como uma defesa  que me tem ajudado a ultrapassar alguns  momentos menos bons.

Dá-me a capacidade de ver as coisas de outra forma, ajuda-me a desconstruir os problemas. Às vezes, penso que a questão é precisamente essa, levarmos demasiado a sério determinadas coisas quando não vale a pena fazê-lo. Há que descontrair! Rir tem um lado muito terapêutico…

Essa postura face à vida ajuda-a, em particular, no exercício da sua profissão?

Sim. Não levo problemas para o trabalho. Ninguém no trabalho sente se estou mal. Estou sempre animada, divertida... Reservo os problemas muito para mim. Sou eu que os resolvo e com as pessoas mais chegadas.

Em entrevista ao site Maria Capaz, disse que não gosta de fazer planos, que prefere deixar a vida seguir o seu curso. Quais as vantagens deste lema de vida?

Os planos que faço são a curto prazo. Obviamente que, ao longo da minha vida, houve objetivos que defini e pelos quais lutei mas há outras coisas que, pura e simplesmente, deixei e continuo a deixar acontecer. Há pessoas que traçam uma linha e seguem só nessa direção. Eu não!

Acredito que focar-me num só objetivo significa distrair-me de outras coisas que podem, eventualmente, acontecer na minha vida e que posso e devo agarrar. Prefiro estar livre. Assim, quando surgem coisas de que gosto, agarro-as; se vejo que não são para mim, deixo-as passar.

Transmitiu esta forma de encarar a vida aos seus filhos?

Não! Eu não os formato em nada. Falo muito com eles sobre o que creio ser fundamental. Os princípios, o respeito, viver sem interferir na vida dos outros... Mas eles farão da vida o que quiserem. Esse é um percurso que tem de ser construído por eles…

Participou no livro «É mais forte o que nos une do que aquilo que nos separa», um projeto da Associação Filhos do Coração, com crianças do Gana, dinamizado pela jornalista Alexandra Borges. O que a leva a participar em projetos de solidariedade?

Só o facto de ter de existir solidariedade é sinal de que alguma coisa não está bem e isso inquieta-me. Inicialmente, cheguei a pensar «Mas por que é que vai a Alexandra [Borges] para o Gana quando isso é um problema distante e nós temos aqui tanta coisa para resolver?». Essa foi uma das perguntas que lhe fiz e ela explicou-me, e com toda a razão, que todos somos um problema.

Todos temos de nos ajudar, que não se trata de ajudar aqui ou ali... O mundo é feito de pessoas que têm de estar cada vez mais ligadas. Já participei em vários projetos de solidariedade e sinto que é importante contribuir para que tenham a visibilidade que precisam e merecem.

A verdade é que hoje só se mantém algum equilíbrio no mundo porque ainda há gente muito boa que dedica toda a sua vida a ajudar os outros. Comparado com o papel destas pessoas, o meu contributo é mínimo, mas é importante que cada um de nós faça a sua parte, porque mesmo que seja só um bocadinho, já faz diferença.

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