Meses depois de ter sido operada a um tumor no pulmão, Helena Costa abriu o coração para falar sobre esta fase no programa 'Cristina ComVida', da TVI.

Logo ao início, num vídeo, a atriz começou por explicar: "Mais para o final da novela ['Amar Demais'] comecei a sentir-me muito cansada e com uma falta de ar extra, que antes não tinha. Na altura foi-me diagnosticado asma. Foram feitos mais exames até que numa TAC apareceu uma bolinha num brônquio e a partir daí começou o meu terror".

"Ninguém me dizia que não era nada porque o resultado da biópsia confirmava-se um tumor carcinoide, confirmava-se que tinha que ser operada e cada dia que passava era horrível. Toda a gente sabe que os cancro do pulmão são graves. O mundo desaba, completamente”, acrescentou.

Já sentada junto de Cristina Ferreira, a atriz desabafou: "Foi horrível. Ainda mexe muito comigo. Ao mesmo tempo, quanto mais passa, mais faço para esquecer porque não é bom, e então parece que não aconteceu nada. Mas quando me lembro, vem tudo a cima e fico: ‘tenho que apreciar a vida, tenho que agradecer, estar feliz’. E essa pressão também não é boa, mas isso é um pós-traumático”.

“O perfecionismo em que uma pessoa fica. Tenho que viver todos os segundos, aproveitar todos os momentos, as minhas filhas têm de estar perfeitas… tudo. E às tantas estou mal, estou frustrada porque nada funciona como nós queremos”, disse.

Helena Costa detalha que desde o início da novela que começou a sentir-se diferente. "Mas não era nada regular, não era todos os dias. Quando me sentia mais ansiosa, mais cansada, sentia falta de ar. Mas não era falta de ar muito evidente e às vezes sentia uma pieira. Mas isso vinha de uma bronquite que eu tive juntamente com a minha filha. Ela esteve internada dez dias com bronquiolite”, disse.

Mas só quando as gravações acabaram é que tomou a decisão de ir ao médico. Num primeiro contacto, o médico disse logo que tinha asma. No entanto, a medicação que lhe foi receitada, e depois de mudar os seus hábitos alimentares e fazer exercício físico, os sintomas mantiveram-se. E foi nessa altura que o profissional de saúde que a estava a acompanhar decidiu ver ao detalhe uma TAC que tinha feito.

No exame não vinha relatado a tal "bolinha", mas a mesma não passou despercebida aos olhos do médico. A atriz acabou depois por ligar a um amigo radiologista que a aconselhou a ver o que se passava.

Nesta fase, lembra, só o marido é que sabia o que estava a apetecer. "Não queria assustar a família", explicou.

"Uma pessoa nunca pensa que isso vai acontecer. Pensava que era um defeito do brônquio... Assim que acordei da broncoscopia ele disse que tinha de ser operada. (...) Aí já não tens hipótese, aí tu só choras. Não foi aquela coisa do eu vou ultrapassar. Toda a gente sabe que o cancro do pulmão é fulminante”, admitiu, recordando o dia em que soube que tinha cancro.

“Não conseguia evitar os pensamentos negativos, era impossível”, acrescentou, referindo que só pensava nas filhas, as gémeas Maria do Mar e Mercedes, de dois anos.

“Quero lá saber de mim… Quem é que vai amar tanto as minhas filhas como eu?”

Nesse momento da sua vida, Helena Costa procurou apoio entre os amigos, e uma das pessoas com quem falou foi a também atriz Mariana Monteiro, que lhe disse: "Eu tirei uma coisa dessas na garganta". Helena procurava exemplos de histórias que tinham acabado bem.

"E depois veio a PET e apareceu outra coisa na coluna. Aí ficas mesmo sem chão", continuou, falando da sua história.

Helena Costa contou com a companhia e o apoio da irmã, que esteve consigo sete dias no hospital quando foi operada. “Foi-me tirado meio pulmão, fiquei nos cuidados intensivos durante um dia, faz parte do processo”, relatou, revelando que agora está “no processo normal de recuperação”.

“Agora entendo as pessoas que têm cancro ou outro tipo de doenças terminais. São pessoas de se tirar o chapéu”

Dias antes de ser operada, Helena Costa passou alguns momentos com a família, tendo deixado vários registos para as filhas. “Eu não estava cá, não estava neste mundo e só pensava nelas. Quis registar para elas ficarem com fotografias da mãe. Até à cirurgia, uma pessoa pensa que vai morrer”, lembrou.

“Assim que acordo da cirurgia, assim que já estou capaz das minhas capacidades, pensava: já estou curada. Ninguém me dizia que estava curada. Mas pensei, correu bem a cirurgia, agora é outra página, agora é viver. E vou viver ao máximo, aproveitar ao máximo, vou dar valor a tudo, agradecer todos os dias”, disse.

Mas nessa altura, apesar de não ter tido essa consciência, ainda não haviam certezas de que estava realmente tudo bem. "[Após a operação] essa peça do pulmão vai para análise e [só depois é que se percebe se está tudo bem]. Se houve metástases, depois pode nascer noutro sítio qualquer. E eu não sabia disso, pensava que estava curada", acrescentou.

"O médico dizia que estava tudo bem e a minha irmã só dizia: 'Que bom'. Eu não estava a perceber e ela disse que eu estava curada. E eu perguntei, mas eu já não estava curada? Fui o caminho todo a chorar para o carro a pensar no que a minha irmã tinha sofrido a saber todos os dias que podia não estar tudo bem”, contou.

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