"Os nossos hotéis no centro de Londres e (do castelo real) em Windsor estão esgotados e a procura aumenta em estabelecimentos perto de uma estação de comboios ou metro" na área metropolitana da capital britânica, explicou a rede hoteleira Travelodge.

Em comunicado à AFP, a rede especificou que as reservas foram feitas "dos quatro cantos do Reino Unido e do mundo".

A diretora da associação "UK Hospitality", Kate Nicholls, confirmou que os hotéis de Londres "tiveram um aumento de reservas desde o anúncio na quinta-feira" da morte da monarca aos 96 anos.

Nicholls adiantou que a procura vai manter-se elevada até segunda-feira, em parte devido às necessidades de alojamento dos polícias e pessoal necessário para a organização e segurança de um evento que se espera histórico, com a presença de dezenas de chefes de Estado e de Governo.

Com poucos lugares disponíveis, os preços subiram. Um pequeno quarto sem janela em Piccadilly Circus, no coração da capital, está a ser alugado por 260 libras (mais de 305 euros) a noite.

Outro perto da estação Paddington a 315 libras, sem janela e sem pequeno-almoço.

Num hotel chamado "Snoozebox", perto de Stratford, na região metropolitana, mas longe do centro, a tarifa era mais barata - 76 libras por dois beliches - mas ainda sem janela e com pouco espaço.

Operador de comboios convida a caminhar

O mesmo aconteceu em Edimburgo nos últimos dias, com a capital escocesa a ter uma enorme concentração de visitantes para prestar as últimas homenagens à falecida monarca, naquela que foi a primeira exibição pública do seu caixão antes de ser transferido para Londres para o funeral de Estado.

epa10180505 A heart-shaped balloon with a portrait of Britain's late Queen Elizabeth II among the floral tributes in Green Park following the queen's death, in London, Britain, 12 September 2022. Britain's Queen Elizabeth II died at her Scottish estate, Balmoral Castle, on 08 September 2022. The 96-year-old Queen was the longest-reigning monarch in British history. EPA/YOAN VALAT
créditos: EPA/YOAN VALAT

Um porta-voz de Downing Street reconheceu que haverá uma "grande afluência" em Londres nos próximos dias, recordando que 200.000 pessoas foram à capital para o funeral da Rainha Mãe, a mãe de Isabel II, e que "esperamos muito mais gente agora".

Sem chegar a pedir às empresas que optem pelo teletrabalho, o porta-voz sugeriu diplomaticamente que "algumas pessoas podem querer mudar os seus padrões de trabalho" até o final da semana.

A Network Rail, que administra as linhas ferroviárias, espera "níveis sem precedentes de tráfego na capital, especialmente a partir de quarta-feira".

"Londres e muitos outros locais que realizam cerimónias fúnebres estarão excepcionalmente ocupados", alertou a Network Rail.

Sem ir mais longe, espera-se que centenas de milhares de pessoas visitem a capela ardente da rainha que será instalada no Westminster Hall, a ala mais antiga do Parlamento britânico.

A operadora ferroviária alertou os viajantes para que "deem mais tempo" para as suas deslocações, especialmente em caso de atrasos nas linhas ou encerramento imprevisto de estações, e convidou aqueles que puderem... a caminhar.

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