Depois de recentemente ter sido operada de urgência, Gisela João volta a viver momentos difíceis. A fadista acaba de perder o avô João Remelhe, a quem chamava “bú”, e decidiu prestar-lhe uma homenagem no seu blogue, onde o recordou com muita ternura.

Detalhando a personalidade do avô, a cantora contou que este “era uma criança que nunca deixou de ser”.

“Era muito vaidoso, motivos para isso, sempre foi uma homem bonito e elegante, o charme era natural nele, até hoje quando o vi ali deitado. Quando chegava o Natal queria sempre perfumes, e gostava sempre de usar um chapéu. Levava-nos para a varanda e ficava horas a falar dos passarinhos que em tempo fazia criação por carolice e escolhia a alface a dedo para dar aos bichinhos e a mim sempre me deixou, às escondidas da bó, comer uma colher de comida de pássaro que era amarela e docinha”, recordou.

Quando ia a Barcelos, Gisela João fazia questão de ir a casa dos avós. Na despedida, “ficavam sempre na varanda a vê-la partir”. “Eu ficava a olhar para eles sem querer partir. Ele alto, esguio, elegante, ela baixinha, rapioqueira, bonita, os dois sempre com os olhos em água”, lembrou.

Na mesma publicação, a fadista conta ainda que o avô “nunca foi ver um concerto seu". “Achava que ia passar mal e não queria que o vissem a chorar, muito menos eu! A minha bó sempre me contou que quando me via na televisão, ele, ia para a varanda mal eu aparecia, chorar sozinho”, acrescentou.

Apesar dos “defeitos”, para Gisela João o avô “sempre foi perfeito”. “Amo-o sempre e para sempre porque tenho-o gravado em mim da forma mais bonita. Mostrou-me, sem saber, o que é amar e ser amado da forma mais simples e linda. Ensinou-me, sem me ensinar, que rir vale sempre a pena mesmo que já não queiram ouvir piadas. Ensinou-me, sem saber, o sentido de humor, ensinou-me os múltiplos sentidos das palavras, sem saber que me estava a ensinar. O meu avô ensinou-me a elegância. O meu bú João nunca me quis ensinar nada, deixou-me ser. O meu bú era o João Remelhe”, continuou.

O funeral realizou-se na última sexta-feira, como a artista referiu na mesma publicação. “Hoje [dia 9] viu-o ali deitado e parecia que ele me ia começar a piscar o olho, como aquele puto que está a fazer de conta que está a dormir, e que entretanto ia começar, com a voz grave e espessa, a gozar com tudo e todos e a dizer: “Olha pó teu avô! Tá bonito hã?! Elegância!!” Lá para o Natal vai doer mais… o perfume vou comprá-lo sempre, vou amar como ele amou e deixar-me ser amada como ele deixou. Obrigada bú. Sim! Sou a tua neta mais velha! A neta mais velha do João Remelhe”, rematou.

Para ler na íntegra, clique aqui.

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