Esta quinta-feira, dia 18, Júlia Pinheiro fez uma entrevista a um dos filhos de Carlos do Carmo, Gil do Carmo, que recordou o crescimento ao lado do fadista.

Uma vez que o músico trabalhava muito, sobretudo à noite, Gil explica que de todos os irmãos foi ele quem acabou por ter "mais pai", lembrando: "O meu pai vendeu a casa de fados tinha 7 para 8 anos e começou a estar mais em casa".

Relembrando a agitação da vida do progenitor, é com grande carinho que o entrevistado fala dos poucos momentos que dividiu com ele, sempre especiais.

"Quando ele queria fazer o papel de pai, que era um acontecimento, ia-me buscar tardiamente à escola, era normalmente o último e o meu pai lá aparecia esbaforido. Íamos para o Campo Grande andar de barco, depois à Feira Popular comer uma sardinhada, andávamos nos carrosséis... Era mesmo um acontecimento, ficava passado. Eu adorava, porque raramente o via", conta.

Nesta mesma conversa, Gil falou ainda do dia em que Carlos do Carmo morreu: "Os dois últimos anos foram muito complicados, ou esteve no hospital ou fechado em casa. Saiu literalmente para gravar e para fazer os três discos de despedida. Preparou tudo e foi tudo de uma grande mestria", revela.

"No dia em que ele se foi embora estávamos todos juntos em família e anestesiados. Não sabes gerir, não sabes lidar ou o que fazer", completou, notando que ficou bastante tocado pela forma como Camané prestou a sua homenagem.

Note-se que Carlos do Carmo morreu no dia 1 de janeiro deste ano.

Leia Também: Último álbum de Carlos do Carmo 'E Ainda...' editado em 16 de abril

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