Rosinha abriu o seu coração numa entrevista onde recordou a infância, falou dos palcos, do companheiro, sem esquecer das perdas que sofreu ao longo da vida.

A morte do pai foi um dos temas comentados em conversa com Daniel Oliveira, no ‘Alta Definição’, da SIC, tendo ficado muito emocionada ao falar do progenitor.

Sabemos que todos temos de partir, ninguém é eterno aqui. Mas seja qual for a situação, acredito que ninguém está preparado para ver o outro ir embora. Sei que não está cá, mas falo imenso com o meu pai, quando estou feliz e infeliz. Ele continua comigo. As coisas continuam se nós a alimentarmos, se quisermos que elas continuem connosco”, disse.

A artista lembrou que estava em São Miguel quando recebeu a notícia da morte do pai. Na manhã seguinte a ter subido ao palco, a cantora recebeu uma chamada da irmã a dar-lhe conhecimento da partida do progenitor. “O meu pai não estava bem, eu sabia que ele não estava bem”, afirmou.

Nessa altura, não viajou logo para Portugal e cumpriu os compromissos profissionais, tendo atuado depois na ilha Terceira, a sua primeira vez no local. “Eu não podia fazer mais, tinha feito tudo o que tinha conseguido com o meu pai”, destacou.

O meu pai gritava 24 horas por dia”, contou, lembrando que sempre que regressava a casa ia para casa dos pais para que a mãe pudesse descansar enquanto Rosinha ficava com o pai.

“Não fazia nada, ele só sabia que estava ali alguém. O meu pai morreu consciente. Uma coisa boa que poderá ter acontecido ao meu pai, na minha perspetiva, foi ter parido. Ele estava literalmente a apodrecer em vida. Da cintura para baixo tinha buracos [pretos] grandes que deitavam um líquido com um cheiro nauseabundo e que não tinha como regredir aquela situação. Ele só ia piorar. Ele gritava porque tinha dores insuportáveis. O facto de ele partir descansou-o fisicamente porque já não sentia a dor”, explicou, tendo referido também que o pai morreu com uma cirrose medicamentosa.

“É estranho e difícil de uma filha dizer, mas quando o meu pai partiu pensei, finalmente ele descansou”, acrescentou.

Do concerto que deu depois de saber da morte do pai, Rosinha não se recorda de nada a não ser que o palco era “pequeno”. Após a atuação, viajou para Portugal para o funeral. “Depois percebi que se tivesse visto o meu pai antes de ir para o palco eu não conseguia. Aí já não ia, não conseguia”, confessou, muito emocionada.

A minha preocupação quando soube que o meu pai tinha falecido, a minha preocupação deixou de ser o meu pai e passou a ser a minha mãe e a minha irmã”, disse.

Questionada por Daniel Oliveira sobre o que aprendeu com o pai, a cantora respondeu: “Honestidade, ele era uma pessoa muito honesta e verdadeira. Ele não dizia mentiras, nem para se defender. Ele dizia isso, não vale tudo, filha”.

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