É dela um dos maiores êxitos pop de 1986. O single «Touch me (I want your body)» chegou a atingir o número 3 do top de singles britânico e o número 4 na tabela de vendas dos EUA. No entanto, apesar de ter tido vários singles de sucesso e de nunca ter parado de cantar, desde o início da década de 1990 que a fama está longe de ser a mesma. Nos últimos anos, a participação em reality shows devolveu-lhe algum mediatismo.

Para aproveitar a onda de popularidade que a presença no «Celebrity Big Brother» do Channel 5, um fenómeno de audiências em Inglaterra, lhe trouxe novamente, Samantha Fox resolveu unir esforços com Martin Svensson e Leif Eriksson. O resultado é «Forever», uma autobiografia que acaba de ser lançada no Reino Unido. Um livro repleto de revelações surpreendentes, como as que também tem feito nas entrevistas promocionais.

Antes de iniciar a carreira musical, foi, no entanto, como modelo de topless que a cantora se tornou conhecida. «Fui a modelo da página 3 [do tablóide The Sun, que trazia sempre uma fotografia de uma mulher com o peito à mostra nessa página] mais nova de sempre e fiz todo o tipo de coisas que não era suposto fazermos. As pessoas achavam que só sabíamos fazer poses [despidas] e eu fui apresentar programas de televisão», recorda.

O processo que a levou a cortar relações com o pai

No auge da carreira, cortou relações com o progenitor que, à semelhança de um namorado, utilizaram a fama e o dinheiro de Samantha Fox em proveito próprio, enganando-a. Ela processou-os. «Fazer as pazes com o meu pai foi importante para mim. Não falávamos há mais de uma década porque ele roubou-me. Mas Myra [Stratton, a ex-namorada, falecida vítima de cancro em 2015] disse-me para o ir ver à morgue», revela no livro.

Lembra-se de Samantha Fox?
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«Ela sabia que, no fundo do meu coração, eu já o tinha perdoado. Dei-lhe um beijo, deixei-lhe uma pequena carta e disse-lhe que o amava», confidencia. A morte da companheira, anos depois, seria, no entanto, um dos momentos mais difíceis da vida da cantora. «Nunca imaginei que, de repente, lhe fosse diagnosticado um cancro [em estado] terminal. Fizemos tudo o que ela queria no tempo que lhe restava», admite a intérprete.

«Lembro-me, por exemplo, que ela sempre quis ir a Ibiza. Então viajámos para lá três semanas antes dela morrer e fomos a uma rave», revela Samantha Fox que, apesar dos momentos difíceis que viveu nos últimos anos, recorda uma infância feliz. «Tenho a sorte de ter crescido com os meus dedos todos», confidencia. «Quando tinha dois anos, tentei abrir um candeeiro e a lâmpada rebentou nas minhas mãos», recorda.

As pazes com o pai, a morte da companheira e os revezes da carreira. Samantha Fox conta tudo em livro

Muitas das cicatrizes que tem e que sempre procurou disfarçar foram, no entanto, feitas na adolescência rebelde. «Fiz várias operações e enxertos de pele até aos meus 16 anos. Ainda me lembro do cheiro», afirma a intérprete de «Nothing's gonna stop me now», hoje com 51 anos. Em 1989, viveu outro período difícil. Foi, ao lado de Mick Fleetwood da banda Fleetwood Mac, a apresentadora da cerimónia de entrega dos prémios Brit Awards, um fiasco.

«Soube, desde o início, que ia ser um desastre. Até nos ensaios as coisas correram mal», admite. «Mas o que é que eu podia fazer? Se, no teleponto, surge a informação que tenho que apresentar os [membros do grupo] The Four Tops e, de repente, aparece em palco o Boy George a culpa não é minha», afiança a cantora, que entrou em 2018 de férias em Antígua. Veja a galeria que imagens que lhe mostra a evolução da carreira de Samantha Fox.

As pazes com o pai, a morte da companheira e os revezes da carreira. Samantha Fox conta tudo em livro

Texto: Luis Batista Gonçalves

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